França nega que emissário tenha dado dinheiro às Farc em 2003

Paris, 9 jul (EFE).- A França negou hoje formalmente que seu emissário, Noël Saez, tenha entregado dinheiro a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2003 para tentar a libertação de Ingrid Betancourt.

EFE |

A televisão colombiana "RCN" informou há dois dias que, segundo um e-mail encontrado no computador do número dois das Farc, Raúl Reyes, morto em uma operação colombiana no Equador em 1º de março, o emissário francês foi enganado e pagou pelo resgate de Betancourt.

O Ministério de Assuntos Exteriores da França desmentiu hoje "formalmente" em comunicado o que chamou "alegações" da televisão colombiana.

Segundo a "RCN", no suposto e-mail Reyes indicou ao então chefe máximo da guerrilha, Manuel Marulanda, que deixou claro para Saez que não entendia por que se entregou dinheiro sem verificar as identidades e garantias.

O suposto pagamento a falsos membros das Farc teria acontecido por causa do fracassado tentativa de libertação de Betancourt, orquestrada pelo então chanceler francês, Dominique de Villepin.

Sem avisar às autoridades brasileiras, Villepin enviou em segredo um avião militar a Manaus, à espera da libertação da refém, que não aconteceu. A situação causou um incidente diplomático com o Brasil.

As revelações da "RCN" sobre o suposto pagamento efetuado por Saez e outras alegações contra o emissário suíço Jean-Pierre Gontard, coincidiram com a afirmação do Governo colombiano de que já não se tem confiança nos emissários europeus e quer estabelecer contato direto com as Farc.

De Paris, Betancourt pediu que a Colômbia reflita e aceite a ajuda de todos os países que se disponham a colaborar com a libertação dos seqüestrados em poder das Farc.

Perguntada sobre a informação relacionada com o suposto pagamento de Saez em 2003, ela expressou suas dúvidas, em entrevista ontem à Agência Efe.

Disse que, há uma semana, na operação de resgate feita pelo Exército colombiano para libertar o grupo de reféns, os comandantes informaram que a comissão (internacional) iria vê-los e "houve um movimento de acampamento para responder a essa espera de contato".

Betancourt disse que quando aconteceu a operação com o avião em 2003, não foi deslocada no acampamento.

"Quando ouvíamos no rádio essas informações, os guerrilheiros diziam 'não'. 'Quem está inventando esses histórias?'", acrescentou.

EFE al/rb/rr

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