França nega atrito com os EUA por causa do Haiti

PARIS (Reuters) - A França negou na terça-feira rumores de que teria um atrito com os Estados Unidos por causa do controle do aeroporto do Haiti, garantindo que a cooperação entre Paris e Washington vai bem. A versão se espalhou depois de o secretário de Estado de Cooperação francês, Alain Joyandet, informar que havia protestado junto a autoridades norte-americanas pelo fato de um avião francês ter sido proibido de pousar no aeroporto de Porto Príncipe para entregar ajuda humanitária às vítimas do terremoto da semana passada.

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O aeroporto da capital haitiana está sob controle dos EUA desde o tremor.

"As autoridades francesas estão (...) muito satisfeitas com a cooperação entre nossos dois países, e além disso com a coordenação permanente entre os centros de crise do Ministério de Exterior (da França) e o Departamento de Estado dos EUA", disse nota da presidência francesa.

"Elas saúdam a excepcional mobilização dos Estados Unidos para o Haiti e o papel essencial que eles estão desempenhando no terreno."

O principal porto marítimo haitiano está inutilizável por causa do terremoto de magnitude 7,0, que matou entre 100 mil e 200 mil pessoas, segundo estimativas das autoridades locais.

Por isso, o congestionado aeroporto da capital, com uma só pista, concentra toda a recepção da ajuda humanitária, mas não dá conta de receber todos os mantimentos necessários. Mais de 30 países já enviaram ajuda material ao Haiti desde o terremoto.

Os militares dos EUA dizem estar empenhados para que o maior número possível de aviões possa pousar em Porto Príncipe.

"Não é hora de falar sobre uns poucos mal-entendidos", disse o chanceler francês, Bernard Kouchner, em pronunciamento à imprensa. "Sempre há pequenas discussões na hora de grandes catástrofes."

Joyandet é subordinado a Kouchner.

(Reportagem de Anna Willard)

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