França não quer dramatizar anúncio de líder polonês sobre Tratado de Lisboa

Paris, 1 jul (EFE).- O Governo francês, que assumiu hoje a Presidência semestral da União Européia (UE), tentou não dramatizar a recusa do presidente polonês, Lech Kaczynski, em ratificar o Tratado de Lisboa após o não no plebiscito da República da Irlanda, e afirmou que haverá contatos com as autoridades da Polônia.

EFE |

Em declarações a um jornal polonês divulgadas durante a noite, Kaczynski afirmou que o Eratado de Lisboa "não faz mais sentido" depois do "não" irlandês, e disse que é "inútil" assinar a ratificação, já aprovada pelo Parlamento da Polônia.

"Naturalmente, falaremos com as autoridades polonesas", disse o porta-voz do Ministério de Exteriores da França, Eric Chevallier, a perguntas da imprensa.

Chevallier afirmou que é preciso contextualizar a declaração "conjuntural" de Kaczynski, e disse que esta não coloca em xeque a decisão do Parlamento polonês.

O povo polonês já se pronunciou sobre o tratado através de seu Parlamento e, portanto, essa ratificação "não é inválida", disse o porta-voz francês.

O líder polonês afirmou que, "por enquanto", não ratificará o Tratado de Lisboa, disse o porta-voz, acrescentando que não se deve minimizar, mas também não é preciso dramatizar essas declarações.

"Não há crise", ressaltou Chevallier, para quem a posição expressada por Kaczynski "não impede" que a Presidência francesa da UE possa trabalhar. EFE ik/an

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