França não permite que terrorista assista filme sobre sua vida

Paris, 8 abr (EFE).- O Tribunal de Grande Instância de Paris negou hoje ao terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, Carlos, o Chacal, o direito assistir ao filme sobre a sua vida que o Canal Plus exibirá na França antes que a emissora exiba a produção.

EFE |

"Carlos", que cumpre há 16 anos prisão perpétua na França por causa de três assassinatos, entre estes a morte de dois policiais franceses em 1975, recorrerá da decisão do tribunal, segundo declarou à Agência Efe sua mulher e advogada, Isabelle Coutant-Peyre.

A advogada acrescentou que "a decisão judicial confirma que a lei francesa não se aplica a Ilich Ramírez Sánchez, como a defesa não deixa de afirmar" desde que começou a julgá-lo na França nos anos 90.

O terrorista havia pedido que o filme "Carlos, le prix du Chacal" - da produtora Film Stock - dirigido por Olivier Assayas, não fosse exibido. A justifica era porque considerava que havia na produção muitas mentiras sobre seu passado.

Por isso, tinha solicitado à Justiça que permitisse assistir ao filme antes da exibição pela emissora, medida "radicalmente contrária à liberdade de expressão" que rejeitou a Justiça.

O filme, dividido em três partes de 90 minutos, ainda não tem data definida para começar a ser exibido, embora o "Canal Plus" tenha afirmado que a emissora "é contrária a qualquer ingerência externa no processo de criação de uma obra de ficção, mesmo quando esta é inspirada em fatos reais".

Em 4 de fevereiro, o Tribunal de Nanterre, nos arredores de Paris, havia se declarado incompetente para julgar o recurso apresentado por Coutant-Peyre para evitar a exibição da série. EFE jaf/dm

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