França já contatou piratas que atacaram veleiro de luxo

Paris, 6 abr (EFE).- A França estabeleceu neste domingo contato com os piratas que abordaram um veleiro de luxo francês na última sexta no Golfo de Áden, que mantêm como reféns os 30 tripulantes da embarcação e que jogaram âncora esta tarde em águas somalis.

EFE |

"Estabelecemos contato e o assunto pode ir longe", declarou hoje o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, à emissora "France Inter".

Ele disse que é necessário "fazer de tudo para que não haja derramamento de sangue".

Perguntado sobre se a França está disposta a pagar um resgate aos piratas, o chefe da diplomacia se limitou a dizer que "brevemente isto será visto".

As autoridades francesas puderam constatar que os reféns estão bem tratados e que têm permissão para se alimentarem e tomar banho, disseram à Agência Efe fontes diplomáticas.

Uma reunião sobre o caso do veleiro, de nome Ponant, aconteceu nesta tarde no Palácio do Eliseu com a participação do presidente francês, Nicolas Sarkozy, do primeiro-ministro do país, François Fillon, e de comandantes militares.

Fontes oficiais informaram que o veleiro soltou a âncora esta tarde no mar na altura da região semi-autônoma somali de Puntland, mas não se sabe se este é seu destino final.

Com o sinal verde das autoridades da Somália, uma embarcação militar francesa entrou nas águas do país para seguir o veleiro Ponant, sobre o qual exerce vigilância permanente.

Os piratas existentes nesta região costumam exigir pagamento de resgate assim que chegam em terra.

O veleiro de luxo, de três mastros, não levava passageiros a bordo quando foi abordado por dez piratas armados na última sexta entre o Iêmen e a Somália.

Fotos tiradas após o ataque mostram vários piratas armados na ponte e dois pequenos botes atados ao veleiro.

Possivelmente são os botes com os quais os piratas chegaram ao veleiro, o que faz pensar que havia um outro navio na região onde o ataque foi realizado.

O primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou ontem que o Governo privilegia a "proteção da vida" dos reféns e procura uma solução para o seqüestro sem ter de usar a força. EFE al/mac/fal

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