Paris, 23 jun (EFE).- O Escritório de Investigação e Análise da França (BEA), que investiga o acidente do Airbus do dia 31 de maio, não quis se precipitar hoje sobre a informação do jornal Le Monde de que a marinha francesa tinha captado um sinal muito fraco das caixas-pretas do avião.

O BEA disse à imprensa que esta não é a primeira vez que os pesquisadores detectam ruídos submarinos e que todos eles são investigados.

A Air France também não confirmou até agora a informação do "Le Monde" sobre a eventual descoberta do sinal das caixas-pretas, consideradas essências na investigação sobre as causas do acidente, que matou 228 pessoas.

Este diário publica hoje, sem revelar suas fontes, que o submarino "Nautile" se submergiu ontem para tentar recuperar as caixas-pretas.

"As buscas se tornaram complicadas", em razão do relevo submarino, cujo fundo tem cerca de 5.000 metros de profundidade, explicou o jornal, que ressaltou que as caixas-pretas do avião da Air France "ainda têm autonomia para aproximadamente oito dias".

O voo AF 447 cobria a rota entre Rio de Janeiro e Paris quando caiu no Atlântico sem que se tenha estabelecido ainda qualquer hipótese oficial sobre o acidente.

Os trabalhos de busca realizados por autoridades brasileiras e francesas permitiram recuperar até agora 50 corpos, dos quais 11 foram identificados. EFE jaf/mh

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