França ignora Parlamento Europeu e mantém deportação de ciganos

Parlamento Europeu havia exigido que presidente Nicolas Sarkozy suspendesse a expulsão de ciganos da Romênia e Bulgária

iG São Paulo |

A França recorreu nesta quinta-feira ao respeito à legislação da União Europeia (UE) para manter sua política de deportação de ciganos, argumentando que o pedido do Parlamento Europeu para que suspenda essa medida contradiz as leis comunitárias. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado para Assuntos Europeus francês, Pierre Lellouche.

"É inconcebível não aplicar as leis comunitária e francesa em território francês", afirmou o ministro de Imigração do país, Eric Besson, após encontro com as autoridades romenas para tratar do assunto.

As declarações das duas autoridades francesas foram a resposta oficial do país ao documento aprovado nesta quinta-feira pelo Parlamento Europeu (PE) exigindo que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, suspenda as deportações de ciganos romenos e búlgaros.

Em uma resolução por escrito aprovada por uma maioria clara (337 votos a favor, 245 contra e 51 abstenções), o plenário do PE, reunido na cidade francesa de Estrasburgo, expressou sua "profunda preocupação" perante as repatriações e advertiu que qualquer expulsão "em massa" viola a legislação europeia.

Besson disse que seu governo não está aplicando critérios étnicos em sua política de repatriações e assegurou que todas as deportações são tratadas caso a caso. "O único coletivo são os voos", declarou na capital romena, Bucareste. Segundo o ministro, as pessoas deportadas estavam em situação irregular na França por ocupar espaços públicos, referindo-se aos acampamentos nos quais estavam instalados.

Após a reunião desta quinta-feira, Besson e seu colega romeno, Valentin Mocanu, anunciaram que os dois países pedirão à Comissão Europeia mais fundos para a "reinserção social" dos ciganos em seus países de origem. As duas autoridades propuseram que essa estratégia de reinserção seja realizada em colaboração com ONGs de apoio à minoria cigana e com as administrações locais.

*Com EFE e AFP

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