O ministério francês das Relações Exteriores anunciou nesta segunda-feira o fechamento ao público da embaixada da França no Iêmen até nova ordem por medida de segurança devido a ameaças de atentados por parte de grupos que dizem pertencer à Al-Qaeda.

"Em 3 de janeiro, nosso embaixador decidiu não autorizar mais, até nova ordem, o acesso do público aos escritórios da sede diplomática no Iêmen", informou o porta-voz da chancelaria, Bernard Valero.

"Grupos que reivindicaram pertencer à Al-Qaeda na península arábica ameaçaram as representações estrangeiras no Iêmen. O nível de vigilância em termos de segurança de nossa embaixada e nossos cidadãos já havia sido elevado", indicou ainda.

"O embaixador francês enviou uma mensagem a nossos compatriota que vivem no Iêmen pedindo para que sejam prudentes e fiquem atentados devido à situação atual. Também pediu que limitem seus deslocamentos", acrescentou.

As embaixadas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Iêmen se encontram fechadas nesta segunda-feira, pelo segundo dia consecutivo, em consequência das ameaças da Al-Qaeda.

Uma fonte da segurança da embaixada americana, contactada por telefone pela AFP, informou que a representação estava fechada nesta segunda-feira, sem previsão de reabertura.

Uma fonte diplomática ocidental confirmou que a embaixada britânica também estava fechada.

Policiais iemenitas estavam mobilizados ao redor dos dois prédios vizinhos, assim como nas imediações das embaixadas da Alemanha e da Arábia Saudita.

No domingo, a embaixada americana anunciou em um comunicado que estava fechada em consequência "da existência de ameaças da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) contra os interesses americanos no Iêmen".

O conselheiro para a luta antiterrorista do presidente americano Barack Obama, John Brennan, declarou no domingo ao canal CNN: "Segundo certos indicativos, a Al-Qaeda prepara um atentado contra um alvo em Sanaa, que pode ser nossa embaixada".

O Foreign Office (ministério das Relações Exteriores britânico) também informou que o fechamento da embaixada da Grã-Bretanha era motivado por "razões de segurança".

Ao reivindicar a autoria da tentativa frustrada de atentado do nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab contra um avião americano em um voo Amsterdã-Detroit, no dia de Natal, a AQAP prometeu a muerte de "todos os cruzados" e afirmou que o ataque era uma resposta a uma incursão executada em dezembro contra seus membros no Iêmen.

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