França fará manifestações pela libertação de Ingrid Betancourt

Paris, 5 abr (EFE).- A capital da França e outras quinze cidades do país farão neste domingo manifestações em favor da libertação de Ingrid Betancourt, enquanto uma missão humanitária aguarda na Colômbia uma resposta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para poder prestar atendimento médico à refém.

EFE |

No início da manifestação na praça da Ópera, em Paris, o filho de Betancourt, Lorenzo, e o primeiro dela, Fabrice Delloye, farão um novo pedido pela libertação da refém, que, nas palavras do presidente francês, Nicolas Sarkozy, corre o risco "iminente" de morrer.

Segundo informação do Comitê de Apoio a Ingrid Betancourt - que convoca os atos -, à Agência Efe, outras 15 cidades da França farão manifestações.

O filho de Betancourt, que gravou ontem uma mensagem radiofônica em Paris pedindo para que sua mãe resista, se alimente e se cuide, clamou em um vídeo pela participação "numerosa" nas passeatas.

"Há urgência. Urgência pela vida. Urgência pela liberdade. Minha mãe está muito mal. É só questão de semanas", disse o jovem.

Seqüestrada pelas Farc desde fevereiro de 2002, Betancourt está em um delicado estado de saúde com desnutrição aguda, malária, hepatite B e outras doenças, segundo um membro da guerrilha que acabou de ser detido, considerado médico de sua cúpula e que diz que a atendeu.

Enquanto isto, as autoridades guardam silêncio sobre o desenvolvimento da missão humanitária organizada pela França com a participação de Espanha e Suíça, que chegou a Bogotá na última quinta-feira.

Seu objetivo declarado é contatar as Farc e ter acesso a Betancourt para prestar cuidados médicos e conseguir sua libertação.

O chefe da França, Bernard Kouchner, disse neste mesmo dia que a França segue esperando uma resposta das Farc e reiterou que Sarkozy e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, seguem dispostos a buscar Betancourt, caso seja necessário, para que a guerrilha a liberte.

O Governo francês minimizou a mensagem de dois dirigentes das Farc, entre eles o "chanceler" Rodrigo Granda, na qual excluíam libertações fora de um acordo global com o Governo colombiano para uma troca entre reféns e guerrilheiros presos, negociada em uma zona desmilitarizada.

A mensagem foi publicada em 19 de março, "muito antes" que se contemplasse a missão, afirmou um diplomata francês.

A missão inclui pessoal médico e dois emissários, que nos últimos anos estavam em contato com as Farc nas negociações para uma troca humanitária.

Seu principal interlocutor era o porta-voz da guerrilha, "Raúl Reyes", que morreu durante uma incursão colombiana em território equatoriano no dia 1° de março. EFE al/mac/fal

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