França estaria disposta a acolher membros das Farc como refugiados políticos

Paris, 1º abr (EFE).- A França propôs dar estatuto de refugiados políticos aos membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que forem soltos pelo Governo colombiano em troca da libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, disse hoje o primeiro-ministro francês, François Fillon.

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"A França faz tudo o que pode para obter a libertação de Ingrid Betancourt e dos outros reféns das Farc", disse Fillon à rádio "France Inter".

O primeiro-ministro francês acrescentou que, dentro das propostas feitas pela França, está uma que consiste em acolher membros das Farc presos pelo Governo colombiano no território francês sob o estatuto de refugiados políticos.

Segundo Fillon, a França fez esta proposta por considerar que "não se deve descuidar de nada para obter a libertação de Ingrid Betancourt".

O chefe de Governo francês alertou que se trata de uma corrida contra o relógio e que, "quanto mais o tempo passa, maior é o risco de morte que paira sobre Ingrid Betancourt".

Segundo as últimas informações procedentes da Colômbia, Betancourt, refém das Farc desde fevereiro de 2002, tem graves problemas de saúde.

No domingo, o primeiro-ministro francês já confirmou que o país estava disposto a receber membros da Farc que fossem libertados pela Colômbia em troca da libertação dos reféns da guerrilha.

No dia anterior, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que os guerrilheiros que entregassem os seqüestrados se beneficiariam de um fundo de recompensas no valor de US$ 100 milhões, além de lembrar que poderiam ser recebidos pela França.

O Ministério de Relações Exteriores francês reiterou na segunda-feira que o país está "plenamente comprometido com uma solução humanitária global em relação à questão dos reféns", e está disposto a examinar todas as alternativas que possam facilitar o processo, incluindo a acolhida de membros das Farc.

Perguntada hoje sobre se a França poderia receber membros da guerrilha, levando em conta que o grupo está na lista de organizações terroristas da União Européia, a porta-voz do Ministério disse que "isso não impediria que membros das Farc fossem acolhidos". EFE al/bba/gs

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