França está determinada a continuar cooperação militar com o Líbano

Beirute, 20 nov (EFE).- O primeiro-ministro da França, François Fillon, mostrou a determinação de seu país de continuar a cooperação militar com o Líbano, que teve um grande desenvolvimento após o conflito em meados de 2006 com Israel, em declarações publicadas hoje em vários jornais libaneses.

EFE |

Em entrevista, antes da viagem que hoje fará a Beirute, Fillon diz que seu "Governo está determinado a manter em 2009 um grande orçamento de cooperação militar".

O primeiro-ministro francês insiste em que o objetivo do plano militar é a aplicação da resolução 1.701, que colocou fim ao conflito de 2006, assim como a estabilidade do sul do Líbano, reduto do grupo xiita libanês Hisbolá e de sua milícia.

"Em 2007 e 2008, (a França) consagrou grandes meios para formar militares libaneses, especialmente no âmbito da limpeza de minas e da manutenção de material (blindados e navios). Ações que foram acompanhadas de envio de material", comenta Fillon.

O primeiro-ministro francês, que viajará acompanhado por vários ministros, deputados e empresários, também insiste em que esta viagem é um "sinal forte de apoio ao Líbano".

"Sou o portador de uma mensagem de amizade e apoio ao Governo e ao povo libanês", ressalta o responsável francês, que anuncia que esta viagem "permitirá a assinatura de vários acordos importantes que ilustram a retomada de nossa cooperação em todos os âmbitos, inclusive além dos aspectos econômicos".

No entanto, durante a entrevista, também adverte ao Líbano da necessidade de que "aproveite as oportunidades oferecidas para ressurgir e estabilizar sua economia de forma duradoura".

O chefe do Governo francês expressa sua esperança de que a abertura de embaixadas entre Beirute e Damasco leve à normalização total das relações entre os dois países vizinhos.

Quanto à situação interna do país, ressalta a necessidade de continuar com o diálogo nacional, realizado pelos principais líderes libaneses, assim como a importância de eleições em uma atmosfera de cordialidade.

Neste sentido, destaca que a existência de "desacordos" não impede que "haja uma sincera vontade de diálogo". EFE ks-jfu/an

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