França está ciente da negativa colombiana à missão de libertação de reféns

Paris, 8 jul (EFE).- A França mostrou hoje estar ciente da rejeição das autoridades colombianas a uma nova missão européia para conseguir a libertação dos reféns ainda em poder da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e disse que debaterá outras soluções com Bogotá.

EFE |

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu a Ingrid Betancourt, libertada na quarta-feira passada junto com outros 14 reféns em uma operação do Exército colombiano, que faria o possível para resgatar os seqüestrados que continuam na selva.

Mas o Governo colombiano disse na segunda-feira que não confia nos emissários francês e suíço que viajaram várias vezes à selva desde o seqüestro de Betancourt em fevereiro de 2002, e os acusou de terem sido manipulados pelas Farc.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores francês, Eric Chevallier, lembrou hoje em coletiva de imprensa que a "missão de facilitação" que reunia vários países, entre eles França, Espanha e Suíça, "foi montada e realizada com a concordância das autoridades colombianas".

Se estas "já não consideram a missão útil ou desejável dentro da nova dinâmica para tentar obter a libertação dos reféns, tomamos nota", assinalou.

Chevallier acrescentou que, se esta já não for a modalidade adequada para a continuação do processo, a França continuará falando com as autoridades colombianas para saber "como e se poderão ajudar", enquanto insistiu que esta postura não representa o abandono dos reféns.

"O que está muito claro é que indicamos nossa plena e completa disponibilidade para contribuir com a libertação dos demais reféns porque consideramos que a questão não está encerrada com Ingrid Betancourt", disse Chevallier. EFE ik/ev/rr

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