Paris, 10 mai (EFE).- Os investigadores franceses encarregados de determinar as causas do acidente do avião da Air France que ia do Rio de Janeiro a Paris em 31 de maio do ano passado esperam com as novas pistas localizar os destroços da aeronave, após os dados apresentados por um submarino nuclear francês.

Paris, 10 mai (EFE).- Os investigadores franceses encarregados de determinar as causas do acidente do avião da Air France que ia do Rio de Janeiro a Paris em 31 de maio do ano passado esperam com as novas pistas localizar os destroços da aeronave, após os dados apresentados por um submarino nuclear francês. A partir dessas informações, estabeleceu-se uma zona de 200 quilômetros quadrados situada mais ao sudeste da região onde até agora se buscava o avião. As pesquisas se voltam a este novo perímetro, afirmou hoje em Paris o diretor do Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), Jean-Paul Troadec. Em dois dias, os submarinos do navio norueguês "Seabed Worker" encerrarão as buscas nessa nova área e se saberá então se as informações da Marinha francesa eram corretas, indicou Troadec em entrevista coletiva. Por enquanto, foram explorados dois terços dessa área retangular, de dez quilômetros de comprimento e 20 de largura, onde se estima estarem os restos do avião conforme os dados obtidos pelo submarino nuclear "Emeraude". Ainda não foram encontradas as caixas-pretas do Airbus A330, fundamentais para se determinar as causas do acidente. Apesar de admitir que a zona de busca é muito complexa por causa do relevo acidentado no fundo do mar, a uma profundidade entre 2,6 mil e 3,6 mil metros, Troadec assinalou que essa é a melhor pista que os investigadores têm e que, portanto, nela vai se centrar a nova campanha de buscas. A essa campanha, que irá até o dia 25, serão destinados 3 milhões de euros, financiados pela Air France, companhia aérea proprietária do avião, e pela Airbus, fabricante do mesmo. Troadec não afirmou se haverá mais investigações caso as atuais não tenham êxito. A mudança de parâmetro de busca foi feita na sexta-feira passada, depois de se captar sinais sonoros que possivelmente eram as emissões das caixas-pretas do avião. Troadec assegurou que os sinais captados pelo submarino nuclear correspondem por intensidade, frequência e forma aos emitidos pelas caixas-pretas dos aviões e descartou que sejam sons de origem biológica ou geológica. EFE lmpg/sa

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.