França envia 3 aviões, 2 navios e 250 pessoas ao Haiti

Paris, 15 jan (EFE).- O Ministério da Defesa francês mobilizou hoje três aviões e dois navios com destino ao Haiti para levar cerca de 250 profissionais como militares, bombeiros e policiais, além de material médico e ajuda humanitária.

EFE |

As Forças Armadas francesas iniciaram a operação "Terremoto Haiti 2010", cujas prioridades são enviar meios de socorro para encontrar às pessoas desaparecidas, fornecer assistência médica, dar segurança aos meios de auxílio, repatriar os franceses e preparar a organização da ajuda humanitária, informou o Ministério da Defesa em comunicado.

Além disso, o Ministério programou o envio de dois aviões de transporte CASA e de um Airbus 310 militar para enviar cerca de 200 pessoas, entre elas bombeiros da cidade de Marselha, pessoal médico de emergências das Antilhas francesas, agentes da segurança civil e policiais.

Estes mesmos aviões servirão para repatriar cidadãos franceses rumo às Antilhas.

Além disso, uma embarcação da Marinha francesa enviará 50 militares a partir das Antilhas, além de veículos, maquinaria e ajuda humanitária.

Outra embarcação, com capacidade para dois mil passageiros e duas mil toneladas de carga, equipada com material médico e quatro helicópteros, recebeu a ordem de seguir para o Haiti a partir de seu local de operações no litoral do Senegal, no oeste da África.

Desde terça-feira, dia do terremoto, a França enviou 210 membros da Segurança Civil e da Polícia, além de 20 toneladas de carga com produtos de primeira necessidade.

O Governo francês também ressaltou que 197 franceses, entre eles 23 feridos, foram repatriados por aviões militares para as Antilhas.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha haitiana estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, vice-representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE vm/bba

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