França e Egito apresentam plano contra ofensiva israelense em Gaza

Nações Unidas, 6 jan (EFE).- França e Egito apresentaram um plano para deter a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e iniciar um diálogo que coloque fim ao bloqueio sofrido pelo território palestino, anunciou hoje o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner.

EFE |

O chanceler apresentou o plano ao Conselho de Segurança (CS) da ONU, organismo que a França passará a presidir em janeiro, e destacou que o mesmo foi elaborado pelos presidentes do Egito, Hosni Mubarak, e da França, Nicolas Sarkozy, durante uma segunda reunião entre ambos, realizada hoje em Sharm el-Sheikh, em território egípcio.

"A prioridade imediata é deter a violência", afirmou Kouchner.

Pouco tempo depois, quando teve a palavra na reunião do CS, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, deu seu sinal verde à iniciativa franco-egípcia.

"Expresso meu apoio ao plano" apresentado "hoje pelos presidentes Mubarak e Sarkozy", afirmou Abbas, que foi à ONU levar um projeto de resolução para pôr fim à ofensiva israelense em Gaza.

Em sua intervenção, Kouchner disse que o plano inclui a abertura de um diálogo do qual participe a Autoridade Nacional Palestina no e que adote "todas as medidas necessárias" para deter a violência.

Nesse diálogo, seriam incluídos assuntos como o combate ao contrabando de armas na fronteira de Gaza e a reabertura de todos os postos de controle fronteiriços fechados desde que o Hamas assumiu o controle da faixa territorial em junho de 2007.

O ministro francês pediu o apoio dos 15 membros do CS a "estes esforços promissórios". Além disso, declarou que "todos os países da região devem ajudar e dar sua contribuição".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também expressou seu apoio à proposta de Mubarak e Sarkozy para que as partes saim "do ponto morto" no qual se encontram.

Ban defendeu abertura das passagens fronteiriças à assistência humanitária e afirmou que um cessar-fogo durável e que seja totalmente respeitado pelas duas partes deve ser declarado imediatamente.

Menos entusiasmada com a proposta de França e Egito se mostrou a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

A chefe da diplomacia americana assegurou que seu país agradece à proposta elaborada em Sharm el- Sheikh para pôr fim à violência o mais rápido possível, mas esclareceu que a verdadeira saída para o conflito não está no retorno à situação de antes o 27 de dezembro, quando começou a ofensiva israelense.

Rice disse que a meta de qualquer acordo deve ser "a normalização e a estabilização de Gaza", o que inclui que o controle do território volte às mãos da ANP. EFE jju/sc

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