Os PIBs de França e Alemanha cresceram no segundo trimestre deste ano, o que coloca fim na recessão técnica em duas das maiores economias da Europa antes do esperado por analistas. Entre abril e junho, a taxa foi positiva em 0,3% para ambos os países na comparação com o trimestre anterior, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

"Os dados são surpreendentes. Após quatro trimestres negativos a França finalmente saiu do vermelho", declarou à rádio RTL a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, antecipando os resultados do instituto francês de estatísticas, o Insee.

A expectativa do próprio Insee era de uma queda de 0,6% no segundo trimestre. Já o Banco da França previa um recuo de 0,4%.

Segundo a ministra, os gastos de consumo, que subiram 0,4%, e as exportações explicaram a elevação da atividade.

No primeiro trimestre, de acordo com dados revisados, a economia francesa diminuiu 1,1%.

Alemanha

Os números também surpreenderam na Alemanha, país que também vinha de quatro trimestres consecutivos de perda, a maior contração desde a Segunda Guerra Mundial.

O escritório federal de estatísticas alemão creditou o aumento a uma elevação no consumo privado e público, e em um aquecimento na construção.

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, entretanto, a queda foi de 7,1%.

Nos primeiros três meses do ano, a economia da Alemanha caiu 3,8%, uma revisão para pior da estatística anterior de 3,5%.

Em reação à notícia, o euro subiu, enquanto aumentaram as expectativas para uma alta nos mercados acionários europeus nesta quinta-feira.

Estabilização nos EUA

As perspectivas são reforçadas pelas indicações dadas na quarta-feira pelo banco central americano, o Federal Reserve (Fed), de que a maior economia do planeta está mostrando sinais de estabilização.

A queda no desemprego foi menor do que o esperado por analistas e as exportações voltaram a subir, sugerindo uma recuperação no setor manufatureiro.

Os dados levaram a autoridade monetária americana a manter os juros entre zero e 0,25 ponto percentual, afirmando que os juros devem continuar baixos "por um longo período" para ajudar na recuperação da economia.

Já a autoridade monetária britânica adotou na quarta-feira um tom mais cauteloso ao divulgar os dados sobre inflação, que pode ficar abaixo da meta de 2% ao ano, um sinal de atividade econômica ainda débil.

Para o Banco da Inglaterra (o Banco Central britânico), a economia britânica pode voltar a se recuperar no início do próximo ano, mas a um passo bastante lento.

No segundo trimestre, o PIB do país caiu 0,8%, o quinto resultado negativo seguido.

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