França e Alemanha rejeitam pedido de Obama de incorporar Turquia à UE

Praga, 5 abr (EFE).- O pedido do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que os países-membros da União Europeia (UE) permitam a entrada da Turquia no bloco foi contestado imediatamente pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que reiterou sua rejeição à adesão, e em menor medida pela chanceler alemã, Angela Merkel.

EFE |

Obama aproveitou seu primeiro encontro com os líderes da UE para fazer tal solicitação, com o argumento de que representaria uma atitude positiva em relação ao mundo muçulmano.

Segundo o presidente dos EUA, o Ocidente deve buscar uma maior cooperação com os países islâmicos e permitir o ingresso da Turquia na UE seria importante nesse sentido.

Obama fez este pedido horas antes de viajar para a Turquia, onde se reunirá com as autoridades do país.

As negociações para a entrada da Turquia na UE começaram em 2005.

Nos últimos anos, cresceu entre os Estados-membros do bloco a rejeição à incorporação do país.

Os atuais integrantes da UE se preocupam com o fato de que o país é de maioria muçulmana e continua sem convencer quanto a seus avanços em relação ao respeito dos direitos humanos e das reformas democráticas.

A França é um dos países mais reticentes e hoje, após a apelação de Obama, Nicolas Sarkozy voltou a deixar clara sua posição contrária.

"Sempre me opus a esta adesão", disse o chefe do Estado francês em declarações à rede de televisão "TF1", e destacou que sua postura é compartilhada pela "imensa maioria" dos países da UE.

Após ressaltar que trabalha em estreito contato com o presidente americano, Sarkozy explicou que, quando se trata da UE, são os países-membros que têm que decidir.

Perguntada sobre as declarações de Obama, Angela Merkel disse que a manutenção de um vínculo estreito com o mundo muçulmano, principalmente com a Turquia, é interessante para todos os integrantes da UE, mas acrescentou que "há opiniões diferentes" a respeito.

A chanceler alemã apontou que a concretização desse vínculo pode ser feita mediante uma associação privilegiada ou como Estado-membro, mas isso ainda está em discussão.

Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, destacou que a incorporação da Turquia à UE continua sendo um objetivo.

Durão Barroso lembrou que o início das negociações com a Turquia rumo à adesão partiu de uma decisão unânime na UE e afirmou que "as negociações devem continuar". EFE epn/bba

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