França diz que tentará resolver seqüestro de veleiro sem usar a força

Paris, 5 abr (EFE).- Autoridades francesas afirmaram hoje que farão o possível para evitar o uso da força na busca de uma solução para o seqüestro de um veleiro francês por um grupo de piratas nas águas da Somália.

EFE |

"O que privilegiamos é a proteção da vida das pessoas que estão a bordo. Portanto, estão abertos todos os canais de diálogo para a resolução deste assunto sem o uso da força", disse o primeiro-ministro da França, François Fillon, em entrevista durante uma visita à cidade francesa de Le Mans.

Fillon lembrou que uma embarcação da Marinha francesa vigia "à distância" o veleiro "Ponant", atacado ontem por uma cerca de dez homens armados quando passava pelo Golfo de Áden, entre o Iêmen e a Somália.

Não há passageiros a bordo do veleiro, que tem três mastros e mede 88 metros de comprimento. Os piratas fizeram os 30 tripulantes da embarcação como reféns, entre eles 20 franceses.

Segundo informou à Agência Efe o porta-voz do Estado-Maior, o "Ponant" está em águas somalis e seguem em direção ao sul pela costa leste da Somália, sob observação de um navio da Marinha francesa.

O porta-voz afirmou que a embarcação entrou em águas da Somália com o sinal verde das autoridades locais, mas não quis comentar as notícias de que há forças especiais a bordo do "Commandant Bouan".

Ainda segundo o funcionário, ainda não houve contato com os piratas.

As águas em que o veleiro foi interceptado ontem estão infestadas de piratas, que costumar atacar cargueiros para roubar mercadorias ou seqüestrar viajantes e tripulantes em troca de resgate. EFE ao/rr/sc

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