Paris, 18 jul (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse hoje que não espera resultados imediatos das conversas entre o Irã e as seis potências sobre o programa nuclear iraniano, que acontecem amanhã em Genebra.

No entanto, Kouchner ressaltou que o encontro é "um progresso" e comemorou a presença dos Estados Unidos pela primeira vez na mesa.

"A reunião em si é uma boa notícia, uma esperança de que haja uma solução pacífica", assinalou o ministro em entrevista coletiva.

Kouchner acrescentou que "mesmo que (a reunião) seja um fracasso e que o Irã se recuse a falar do essencial, ela poderá ser considerada um progresso".

Participarão do encontro em Genebra o negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, o chefe da diplomacia européia, Javier Solana, e os diretores políticos dos seis países (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha).

Estes países enviaram uma proposta a Teerã com vantagens econômicas e tecnológicas em troca do fim de suas atividades de enriquecimento de urânio, que podem ser utilizadas para fabricar armas nucleares.

Este será o primeiro contato de alto nível entre americanos e iranianos em cerca de 30 anos.

Na opinião de Kouchner, a presença do número três do Departamento de Estado americano, Richard Burns, na mesma mesa que Jalili demonstra "uma aproximação da posição americana à posição européia, dos russos e os chineses".

No entanto, afirmou que não espera resultados imediatos da reunião, a não ser a possibilidade de "um progresso para outra reunião", e recomendou prudência nas expectativas.

"Não se pode esperar que tudo se resolva em uma só reunião sobre o grave problema da existência eventual de armas atômicas no Irã", afirmou.

Kouchner lembrou o Irã prometeu "conversar sobre a nova proposta, mas não sobre o essencial, ou seja, o fim das atividades nucleares sensíveis".

A reunião de Genebra tem como objetivo esclarecer a resposta iraniana a essa oferta. EFE ik/mh

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