França diz que conferência de ajuda ao Haiti pode ser em março

Paris, 15 jan (EFE).- A conferência internacional de ajuda ao Haiti proposta na quinta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pelo líder americano, Barack Obama, poderia acontecer em março, segundo o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner.

EFE |

Em declarações à emissora "RTL", o chefe da diplomacia francesa afirmou que março pode ser o mês escolhido para a reunião, mas não precisou o país onde será realizada.

"Para devolver a esperança aos haitianos, é preciso mostrar que não os abandonaremos, que pensamos em construir suas casas de outro modo, com outras normas", disse Kouchner.

Na quinta-feira à noite, em entrevista por telefone, Sarkozy e Obama decidiram "trabalhar em conjunto e sem demora" com o Brasil e o Canadá, entre outros países, para a "reconstrução e o desenvolvimento do Haiti".

Os dois presidentes, "determinados a fazer frente à urgência humanitária, coincidem em coordenar estreitamente seus esforços no terreno para salvar vidas, ir em ajuda aos feridos, investigar e oferecer assistência às pessoas desaparecidas", afirmou o Palácio do Eliseu.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE jaf/an

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