França defende envio ao Haiti de agentes da Gendarmaria Europeia

Bruxelas, 18 jan (EFE).- A França defendeu hoje o envio ao Haiti de até mil de agentes da Força de Gendarmaria Europeia - formada por corpos de Polícia militarizados, como a Guarda civil espanhola -, mas o número de efetivos que a União Europeia (UE) pretende oferecer, por enquanto, está entre 140 e 150.

EFE |

O Governo francês "poderia estar disposto a aumentar as contribuições até chegar a mil", disse hoje o secretário de Estado francês para a Cooperação, Alain Joyandet, após uma reunião extraordinária de ministros comunitários para discutir novas formas de ajuda ao país caribenho.

Mas, "por enquanto", a demanda das Nações Unidas para aumentar a segurança na distribuição de ajuda "foi menor", disse o responsável francês, em entrevista coletiva.

Em particular, a UE se dispõe a aprovar o envio "de entre 140 e 150 agentes" de Polícia e Gendarmaria a pedido da ONU.

Esta iniciativa foi apoiada por "todos os países" que discursaram esta manhã, e a alta representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Catherine Asthon, será responsável por definir os detalhes técnicos do envio de soldados.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.

Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE ahg/an

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