França defende Conferência sobre Racismo apesar do discurso de Ahmadinejad

Paris, 21 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, defendeu hoje a Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU pelos avanços com relação à anterior, em 2001, e reafirmou que seu país não deixará o encontro apesar do discurso anti-semita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

EFE |

Em entrevista à rádio "Europe 1", Kouchner disse que defende a permanência da França na conferência por causa da adoção de "um texto no qual figura tudo o que os países ocidentais querem, embora não seja perfeito".

Segundo o ministro francês, "mão é um sucesso absoluto, mas o começo de um êxito" em virtude dos avanços nessa declaração final, que menciona "o anti-semitismo, a discriminação de pessoas, a liberdade de expressão, o genocídio, a memória do Holocausto, os direitos das mulheres", lembrou.

Sobre o discurso de ontem de Ahmadinejad, Kouchner o considerou "inadmissível" por causa de seu tom "anti-semita", mas disse também que o presidente iraniano não podia ser impedido de falar já que é um dos membros da ONU.

O chanceler francês se distanciou da posição americana de boicotar a conferência, mas de manter sua intenção de diálogo com Teerã, e opinou: "É mais que um paradoxo, pode ser um erro".

O embaixador da França na conferência foi um dos que se retirou quando Ahmadinejad fez seu polêmico discurso. EFE ac/bba

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