França continuará buscando liberdade de reféns na Colômbia

BOGOTÁ (Reuters) - O governo francês seguirá trabalhando pela libertação de 25 reféns políticos colombianos que continuam nas mãos das Farc, informou na quinta-feira o chanceler Bernard Kouchner, um dia após o resgate da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt e outros 14 sequestrados. A libertação da política franco-colombiana de 46 anos havia se transformado em um dos principais objetivos da política externa do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

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Os familiares dos reféns que continuam nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) temem que a comunidade internacional abandone a causa após o resgate de Betancourt, três norte-americanos e 11 efetivos do Exército e da polícia.

'A França, o povo da França, estão dispostos a fazer todo o possível para que libertem os demais sequestrados', respondeu Kouchner a uma pergunta da Reuters após reunir-se com o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, e seu chanceler Fernando Araújo.

'A França está à disposição como disse o presidente Nicolas Sarkozy', afirmou o diplomata, completando que, no entanto, era necessária a participação de outros países para alcançar o objetivo.

Kouchner pediu às Farc para libertarem os reféns, relembrou que o sequestro é uma violação dos direitos humanos e afirmou que a França está disposta a colaborar para buscar o restabelecimento das relações diplomáticas da Colômbia com Equador.

O governo do presidente equatoriano Rafael Correa rompeu relações diplomáticas com Bogotá após militares colombianos bombardearem, em março, um acampamento das Farc em uma zona de selva do Equador. O ataque matou o comandante rebelde Raúl Reyes e outras 24 pessoas.

(Por Luis Jaime Acosta)

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