França considera positiva chamada de Chávez à libertação dos reféns das Farc

Paris, 10 jun (EFE).- A França avaliou hoje positivamente tudo o que possa ajudar na libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como a chamada do presidente venezuelano, Hugo Chávez, à guerrilha para que liberte todos os seqüestrados.

EFE |

Os franceses vêem como elemento "positivo" qualquer gesto que ajude a "uma solução humanitária que permita a libertação dos reféns", em particular a franco-colombiana Ingrid Betancourt, disse a porta-voz do Ministério de Exteriores francês, Pascale Andreani, a perguntas sobre as declarações de Chávez.

No domingo passado, o presidente da Venezuela pediu às Farc que libertem os reféns "em troca de nada", em uma chamada ao novo chefe da guerrilha, Alfonso Cano, que substituiu o falecido Manuel Marulanda.

Para a porta-voz de Exteriores francesa, é positiva qualquer declaração, "seja qual for seu autor", que possa ajudar a conseguir a libertação dos reféns.

É "positivo" quando Chávez, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ou qualquer outro dirigente da América Latina ou outra parte "marca" seu interesse em ajudar a essa libertação, disse Andreani.

Em nome da "discrição" observada neste tema, não quis dizer se o emissário francês, Noel Saez, tentou retomar os contatos com as Farc, que haviam sido rompidos com a morte do número dois da guerrilha, "Raúl Reyes", em um ataque militar colombiano em território equatoriano, em março.

A porta-voz se limitou a reafirmar a "mobilização constante" das autoridades francesas, cujo objetivo "único e constante, ao mais alto nível", disse, é chegar a uma solução humanitária que garanta a libertação dos reféns.

Enquanto isso, a Federação Internacional de Comitês Ingrid Betancourt, próxima à irmã e à mãe da seqüestrada, deu as boas-vindas à chamada de Chávez, "do qual sabemos que goza do respeito dos dirigentes da guerrilha".

"Chamamos Alfonso Cano e os membros do secretariado das Farc a ouvir esta chamada e a fazer um gesto forte libertando os reféns, em prioridade àqueles e àquelas cujo estado de saúde é o mais preocupante", afirmou a federação, em comunicado.

O grupo aproveitou para pedir ao Governo e ao Exército da Colômbia que, neste momento no qual "aparecem novas esperanças de solução pacífica", não tomem "nenhuma iniciativa que coloque em risco este processo". EFE al/an

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