França confirma início de missão de ajuda a Betancourt

O governo francês confirmou na noite desta quarta-feira (horário local) que uma missão humanitária para dar assistência médica à refém Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há seis anos, já está a caminho da Colômbia. O comunicado sucinto divulgado pela Presidência francesa, que não dá maiores detalhes sobre a operação por razões de segurança, diz apenas que a missão realizada pela França em conjunto com a Espanha e a Suíça já começou e está em contato com as autoridades locais.

BBC Brasil |

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, declarou que vai suspender as operações militares contra as Farc para facilitar os trabalhos da missão francesa.

O início da missão humanitária foi decidido em uma reunião em Paris na manhã desta quarta-feira.

Na terça, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou que uma missão seria enviada rapidamente à Colômbia para entrar em contato com a guerrilha e tentar ter acesso a Ingrid Betancourt, que está muito doente e corre risco de vida.

Integrantes da missão
O governo francês também não deu maiores informações sobre os integrantes da missão. Segundo o ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, um médico faz parte da equipe.

De acordo com a imprensa francesa, que cita fontes da Presidência, estariam também a bordo do avião um ex-cônsul da França em Bogotá, que já participava das negociações com as Farc, e também o cunhado de Ingrid Betancourt, também diplomata, ex-embaixador da França na Colômbia.

A missão tentará retomar os contatos com a guerrilha, interrompidos após a morte do número 2 das Farc, Raul Reyes, pelo Exército colombiano no início de março. Em seguida, tentará se deslocar até a selva e entrar em contato com Betancourt.

A imprensa francesa diz que as chances de sucesso desta missão e da eventual libertação da ex-senadora são "nebulosas".

"É preciso agora esperar que os nossos enviados especiais e o médico possam chegar ao local", disse o ministro Kouchner. "Não é simples."
O filho de Betancourt, Lorenzo Delloye, lançou nesta quarta em Paris um "último apelo" às Farc.

"Essa missão tem de se aproximar da minha mãe e efetuar os cuidados médicos necessários", disse Delloye, que confirmou que sua mãe estaria fazendo greve de fome. "Ela precisa de uma transfusão sangüínea nas próximas horas, caso contrário vai morrer."
A ex-senadora franco-colombiana e ex-candidata à Prêsidência da Colômbia está com hepatite B e sofreria também de leishmaniose.

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