França concorda com restrições de Obama a bancos

Paris, 24 jan (EFE).- A ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, disse hoje que as restrições ao tamanho e às atividades dos bancos anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, correspondem plenamente com as posições sustentadas pela França.

EFE |

Em declarações ao canal "France 2", Lagarde disse que "a modificação de posição" dos Estados Unidos é "impressionante", mas precisou que ainda não está a par dos "detalhes técnicos" da reforma anunciada por Obama.

As novas restrições antecipadas pelo presidente dos Estados Unidos buscam reduzir os riscos sobre os bancos ao assumir "riscos enormes e temerários em busca de lucro".

A Casa Branca quer que os bancos comerciais que captam poupança dos clientes para investí-lo nos mercados não joguem com seu próprio dinheiro, o que se denomina "investir por conta própria" ("proprietary trading").

Também imporá um limite ao tamanho dos bancos. Desde 1994, os bancos têm estabelecido um limite no tamanho de sua carteira de depósitos, que não pode ser mais de 10% do total da poupança que está protegida pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

Agora, o Governo de Obama quer endurecer esta medida, incluindo outros depósitos que antes não estavam protegidos, assim como outros ativos dos clientes, sobre os quais ainda não se sabe os detalhes.

EFE jaf/an

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