Douaumont (França), 11 nov (EFE).- Os franceses comemoram hoje o 90º aniversário do armistício que encerrou a I Guerra Mundial - pela primeira vez sem a participação de algum sobrevivente da disputa - com uma cerimônia no cenário da batalha de Verdun.

O último combatente francês na batalha, Lazare Ponticelli, morreu no último mês de março, aos 110 anos, afirmou hoje o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Douaumont - próximo do local no qual aconteceu a batalha de Verdun (leste da França) -, na cerimônia de homenagem aos soldados mortos na guerra.

Junto com sua mulher, Carla Bruni, Sarkozy presidiu o ato principal, que teve a participação do príncipe Charles da Inglaterra e de sua esposa, Camila, e dos grandes duques de Luxemburgo, como convidados especiais.

Também estiveram presentes o presidente da Federação de Bancos Alemães, Klaus-Peter Müller, o da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, e o do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, entre outras autoridades.

Diante de todos eles, o presidente francês pronunciou um discurso no qual deixou claro que "a França não esquecerá nunca" dos soldados que lutaram no solo do país e que defenderam a liberdade.

Após lembrar que "todas as testemunhas da tragédia desapareceram", o líder francês ressaltou que "chegou o momento de homenagear todos os mortos, sem exceção". EFE pi/fh/fal

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