França apresenta nova resolução na ONU para combater piratas somalis

Nações Unidas, 3 out (EFE).- A França apresentou hoje ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução que pede a todos os países interessados em preservar a segurança das rotas marítimas que enviem navios e aviões militares para a Somália com o intuito de combaterem a pirataria.

EFE |

O texto expressa a grave preocupação dos 15 integrantes do Conselho de Segurança pela "recente proliferação de atos de pirataria e roubos à mão armada em alto-mar cometidos contra navios diante do litoral da Somália".

"Estes crescentes atos de pirataria são realizados com armas pesadas, nas águas diante do litoral da Somália, por meio do uso de navios-tanque e com uma organização e métodos de ataque cada vez mais sofisticados", diz o projeto de resolução.

Diplomatas ocidentais afirmaram à Agência Efe que a França apresentará hoje o texto oficialmente aos outros membros do Conselho de Segurança, com o propósito de adotá-lo o mais rápido possível, provavelmente na semana que vem.

O projeto de resolução invoca o capítulo VII da Carta das Nações Unidas que permite ao Conselho de Segurança usar a força para cumprir suas decisões.

Neste sentido, autoriza o envio de unidades militares para proteger dos piratas a rota marítima que passa diante das 1.800 milhas de litoral da Somália e que conecta o Canal de Suez com o oceano Índico através do Golfo de Áden.

A minuta também diz que os piratas "representam uma grave ameaça" para os navios que transportam para Mogadíscio a ajuda humanitária das Nações Unidas da qual dependem cerca de 3,5 milhões de somalis vítimas do conflito interno que sofre seu país intermitentemente há quase duas décadas.

O projeto de resolução francês se junta ao adotado em maio pelo Conselho de Segurança, que autorizava navios de guerra estrangeiros a penetrarem em águas somalis atrás de piratas, antes do consentimento das autoridades do país.

As vítimas mais recentes da pirataria no Golfo de Áden são os 21 tripulantes do cargueiro ucraniano Fania, que está desde o dia 25 de setembro nas mãos de um grupo de homens armados que exige um resgate de US$ 20 milhões. EFE jju/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG