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França anuncia prisão de chefe militar do ETA

O homem suspeito de ser o chefe militar do grupo separatista basco ETA foi preso no sul da França na madrugada desta segunda-feira, segundo a ministra do Interior francesa. Michele Alliot-Marie disse que Garikoitz Aspiazu Rubina, conhecido como Txeroki, foi preso na região dos Pirineus.

BBC Brasil |

Alliot-Marie afirmou que Aspiazu Rubina é suspeito de assassinar dois guardas civis espanhóis na cidade francesa de Capbreton em dezembro de 2007.

"Essa prisão mostra mais uma vez o compromisso da polícia francesa na luta contra todas as formas de terrorismo e ilustra a excelente cooperação entre a França e a Espanha na luta contra o terrorismo basco", diz o comunicado da ministra francesa.

A agência de notícias basca, Vasco Press, disse que Aspiazu Rubina havia sido preso na cidade de Cauterets juntamente com outro suspeito de pertencer ao grupo separatista.

Operação de vigilância

AFP
Txeroki
"Txeroki" é suspeito de
ser o "chefe militar" do ETA
Os dois guardas espanhóis foram mortos durante uma operação de vigilância de supostos integrantes do ETA. As mortes levaram milhares de espanhóis às ruas em uma manifestação em Madri contra o grupo separatista.

No início do mês, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Perez Rubalcaba, disse que duas pessoas suspeitas de integrar o ETA presas recentemente afirmaram que Aspiazu Rubina disse ter participado diretamente no assassinato dos guardas.

O ETA é acusado pela morte de mais de 820 pessoas durante os 40 anos de campanha por uma nação basca independente.

O grupo retomou a realização de ataques violentos em junho de 2007 depois que uma negociação secreta com o governo espanhol fracassou.

Correspondentes dizem que a prisão de Aspiazu Rubina representa o maior golpe ao ETA desde que o mais alto comandante do grupo, Javier Lopez Pena, conhecido como "Thierry", foi preso juntamente com outros três supostos integrantes do grupo em Bordeaux, em maio.

Lopez Pena é acusado de ter ordenado o ataque ao aeroporto de Madri em dezembro de 2006, que colocou um fim a um cessar-fogo de 14 meses e matou duas pessoas.

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