França anuncia fim de sequestro de iate de luxo na Somália

Por Emmanuel Jarry PARIS (Reuters) - O governo francês anunciou na sexta-feira a libertação de 30 tripulantes de um iate de luxo que haviam passado uma semana sequestrados por piratas na costa da Somália (nordeste da África).

Reuters |

A França enviou um navio da Marinha e forças especiais à região do golfo de Aden, mas não se sabe se os militares tiveram envolvimento na libertação dos tripulantes.

'O presidente [Nicolas Sarkozy] expressa sua profunda gratidão às Forças Armadas francesas e a todos os serviços do Estado que permitiram uma resolução rápida e pacífica deste sequestro', disse nota do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

Sarkozy deve receber parentes dos ex-reféns às 17h (12h em Brasília), e em seguida seu gabinete deve divulgar mais detalhes da libertação. A chancelaria disse que os tripulantes, entre os quais há 22 franceses, serão repatriados assim que possível.

A chancelaria filipina informou que havia cidadãos seus entre os tripulantes e que estes estão a salvo. 'Eles ainda estão no barco, mas o plano é que naveguem até o Djibuti e de lá serão levados por via aérea para Paris,' disse à Reuters o subsecretário filipino de Assuntos Exteriores, Esteban Conejos, acrescentando que os tripulantes locais devem estar de volta ao país asiático na semana que vem.

Os piratas haviam levado o Ponant, um iate de luxo com três mastros, até a costa somali e o atracaram em Garacade, perto da cidade de Eyl. Autoridades francesas haviam dito nesta semana que o grupo provavelmente não era terrorista e queria um resgate em dinheiro.

A pirataria é um crime muito lucrativo na Somália, e em geral os sequestradores tratam bem seus reféns, na esperança de receber o resgate. Não se sabe se houve pagamento neste caso.

O chanceler francês, Bernard Kouchner, disse em nota na sexta-feira que espera mais combate à pirataria na região, inclusive com mais envolvimento da ONU.

'A comunidade internacional deve se mobilizar para uma luta determinada contra atos de pirataria no golfo de Aden e na costa da Somália', disse ele, acrescentando que a França chegou a colocar escolta militar para navios que transportavam ajuda humanitária aos somalis.

A França havia alertado que o sequestro dos tripulantes do Ponant poderia se prolongar, já que a resolução de casos anteriores na região levou em média 40 dias.

O iate, propriedade da Compagnie des Iles du Ponant, ia do Mediterrâneo para as Seicheles quando foi abordado. A embarcação tem capacidade para 64 passageiros, mas não levava turistas no momento do sequestro.

(Reportagem adicional de Manny Mogato em Manila)

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