França anuncia cúpula internacional sobre o novo capitalismo

Paris, 18 nov (EFE).- A Presidência da França anunciou hoje a organização de uma cúpula internacional em Paris, nos dias 8 e 9 de janeiro do próximo ano, sobre o novo capitalismo que deve sair da atual crise financeira, em complemento ao processo realizado pelo Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes).

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A cúpula será presidida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pelo ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, e terá a participação de outros responsáveis políticos e economistas, indicou o Palácio do Eliseu, em comunicado.

Sarkozy, que pediu a Blair que participe de sua preparação "da nova geração de especialistas e responsáveis políticos", justificou a pertinência desta nova reunião ao indicar que "vivemos um período crucial para nossas economias e nossas organizações sociais".

"Mais do que nunca, temos que mostrar que podemos propor soluções concretas para os desafios que se apresentam", afirmou o presidente francês.

Blair se mostrou convencido de que "este acontecimento dará uma contribuição essencial em um momento no qual tentamos definir um novo modelo de capitalismo e refletir sobre os valores que nos ajudarão a adaptar à globalização".

Uma porta-voz francesa ressaltou que "não é uma iniciativa institucional" como o processo sobre a reforma do sistema financeiro internacional lançado pela Cúpula do G20 de sábado passado, em Washington, mas "complementar".

A peculiaridade da reunião de janeiro, insistiu a porta-voz, é que, devido a sua configuração, permitirá "uma maior liberdade de palavra" as que participarem.

Sobre esta última questão, reconheceu que ainda é cedo para precisar que países estarão representados, o que deveria ser feito em nível de ministros ou de primeiros-ministros.

Entre os especialistas envolvidos que confirmaram presença estão os ganhadores do Nobel de Economia Joseph Stiglitz (americano) e Amartya Sen (indiano), assim como o analista político americano Francis Fukuyama e o presidente do Observatório Francês de Conjuntura Econômica (OFCE), Jean-Paul Fitoussi. EFE ac/an

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