França afasta envolvimento de Governo paquistanês em atentados

Paris, 28 nov (EFE).- O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou que o Paquistão não está envolvido nos atentados da cidade indiana de Mumbai embora cidadãos desse país possam ter participado dos mesmos.

EFE |

"Não é o Paquistão, embora possam ser paquistaneses", afirmou o chefe da diplomacia gala na rádio "France Inter".

Kouchner assegurou que os atentados tiveram as características da Al Qaeda, admitiu que os terroristas podem ter sido treinados por serviços do Exército paquistanês infiltrados pelos talibãs, mas negou envolvimento de Islamabad.

"É preciso ajudar e confiar" no Paquistão, que é "ao tempo o elo frágil e o elo indispensável" da região, assegurou Kouchner.

O ministro francês destacou a "mudança de regime" que aconteceu em Islamabad com a chegada do presidente, Asif Alí Zardari, "determinado a combater o terrorismo, a se aproximar à Índia, e a ter o controle do Exército e dos serviços secretos", freqüentemente suspeitos de conivência com grupos terroristas.

A imprensa indiana indicou que o Paquistão pode estar por trás dos atentados de Mumbai, que, pelos números atualizados até agora, mataram 125 pessoas e feriram 387.

Por outro lado, Kouchner confirmou a libertação de 30 franceses que permaneciam retidos no hotel Oberoi de Mumbai, entre eles, 15 tripulantes de um avião da Air France.

O ministro indicou que os franceses estão no consulado da França na cidade, "sãos e salvos" e que serão repatriados em um avião médico que Paris enviou a Mumbai.

Kouchner ponderou que nem todos os franceses que estavam na cidade indiana foramlocalizados. EFE lmpg/jp

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