França adverte sobre novas sanções contra Irã

Paris, 21 jul (EFE).- O Irã deve escolher entre a cooperação e um isolamento crescente e, caso decida prosseguir com suas atividades de enriquecimento de urânio, deverá enfrentar novas sanções, advertiu hoje o Ministério de Assuntos Exteriores francês.

EFE |

A França espera que Teerã "dê uma resposta positiva nos próximos 15 dias" às repetidas exigências da comunidade internacional em torno de seu programa nuclear, disse à imprensa um porta-voz da chancelaria.

"O regime iraniano deve escolher entre a via da cooperação e a perspectiva de um isolamento crescente. Se decidir prosseguir com suas atividades de enriquecimento de urânio, violando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, deverá enfrentar novas sanções", assinalou.

O Conselho de Segurança da ONU já adotou três resoluções com sanções contra Teerã por sua recusa em suspender suas atividades nucleares sensíveis, que podem ser utilizadas para fabricar armas atômicas.

O negociador iraniano para o assunto, Said Jalili, não deu uma resposta clara sobre as intenções de Teerã durante a reunião de sábado passado em Genebra com as seis potências (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha) que tentam resolver o caso aberto pelo programa nuclear iraniano.

As seis potências propuseram ao Irã uma fase de pré-negociações de até seis semanas antes do começo formal das negociações, durante a qual Teerã não ampliaria suas instalações para enriquecimento de urânio e as seis nações, em troca, não adotariam novas sanções, criando um clima de confiança.

Uma vez iniciadas as negociações formais, Irã suspenderia suas atividades nucleares sensíveis e o Conselho de Segurança das Nações Unidas suas sanções.

"O que se espera hoje do Irã é uma resposta clara a uma pergunta clara", se está disposto a entrar nessa fase de preparação das negociações e congelar o desenvolvimento de suas atividades de enriquecimento, segundo a chancelaria francesa.

Jalili apresentou no sábado um documento sobre as modalidades da negociação que não mencionava o congelamento e a suspensão de suas atividades nucleares, explicou o porta-voz, que ressaltou a "determinação total dos seis (negociadores) de iniciar uma negociação". EFE ik/bm/rr

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