França abre inquérito sobre naufrágio do Costa Concordia

Decisão agrupa queixas feitas por parentes das vítimas francesas; loira que teria jantado com capitão do navio estaria apaixonada

iG São Paulo |

O gabinete da Promotoria de Paris abriu um inquérito preliminar nesta quinta-feira sobre as causas do desastre com o navio de cruzeiro Costa Concordia na Itália no mês passado, seguindo uma decisão de agrupar as queixas legais feitas por parentes das vítimas francesas.

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AP
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O gabinete do promotor disse que sobreviventes do naufrágio na costa Toscana seriam questionados como parte da investigação, enquanto busca estabelecer se há responsabilidade criminal no caso e avaliar os danos psicológicos provocados pelo acidente.

Quatro cidadãos franceses estavam entre as 17 vítimas fatais cujos corpos foram recuperados depois que o Costa Concordia, de 114,5 mil toneladas, atingiu uma rocha e tombou.

Cerca de 15 pessoas, duas delas francesas, continuam desaparecidas, e uma investigação criminal é realizada na Itália, com o capitão do transatlântico, Francesco Schettino , sendo acusado de múltiplo homicídio e de abandonar o navio antes da retirada completa dos mais de 4,2 mil passageiros e tripulantes.

Reprodução
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A Costa Cruzeiros ofereceu 11 mil euros (US$ 14,5 mil) de indenização a cada passageiro a bordo do cruzeiro, em uma tentativa de limitar as consequências legais do acidente, mas isso não impediu uma enxurrada de ações legais na França.

Havia 462 franceses a bordo do navio. Depois de se reunir na semana passada com representantes da associação de vítimas, sediada perto da cidade de Bordeaux, o Ministério da Justiça tomou a decisão de agrupar todas as queixas francesas. O inquérito francês correrá paralelamente ao italiano, ou será usado para complementá-lo.

A dançarina loira moldava de 25 anos que estava a bordo do navio e teria jantado com o capitão no dia do naufrágio contou aos investigadores que estava apaixonada por Schettino.

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"Sim, é verdade. Estou apaixonada pelo capitão (Francesco) Schettino", disse Dominica Cemortan, que tem as cidadanias moldava e romena, às autoridades italianas, segundo informou o jornal La Stampa.

O capitão de 52 anos é casado e tem uma filha. Cemortan desmentiu em entrevistas anteriores fofocas de que era amante de Schettino, ao afirmar que ele era um homem de família fiel, porque havia mostrado fotos de sua filha.

Jornais italianos afirmam que o testemunho da misteriosa moldava - uma ex-funcionária da empresa operadora de cruzeiros Costa Cruzeiros - se tornou uma peça-chave da investigação que tenta descobrir onde as pessoas estavam durante o incidente.

Cermotan afirmou em entrevistas anteriores realizadas em Chisinau, capital da Moldávia, que Schettino era "um herói", cujas ações após o impacto salvaram milhares de vidas, e rejeitou as acusações contra ele como "absurdas".

Com Reuters e AFP

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