Fracasso eleitoral derruba ministro do Trabalho francês

Por Crispian Balmer e Emmanuel Jarry PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, fez uma reforma ministerial na segunda-feira, retirando do governo um antigo ministro, em um esforço para reobter força depois de a sua coalizão de centro-direita sofrer a pior derrota em mais de 50 anos.

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O ministro do Trabalho Xavier Darcos deveria liderar as negociações sobre uma reforma na previdência social, mas uma fonte de seu gabinete informou que ele deixará o governo após obter resultados ruins numa eleição regional no domingo.

A derrota dele indicou que ele não tinha mais a credibilidade necessária para avançar com uma reforma na previdência. Ele foi substituído pelo ministro do Orçamento, Eric Woerth, que recebeu elogios pela condução segura em dossiês complexos.

O Partido Socialista da França e seus aliados obtiveram 54 por cento dos votos no domingo, no melhor resultado eleitoral desde o início da Quinta República, em 1958, com os franceses punindo Sarkozy pela economia fraca e pelo desemprego crescente.

Esperava-se que o presidente, cujo estilo hiperativo tem sofrido duras críticas, fizesse apenas mudanças pequenas no governo, mas ele foi forçado a ampliar o escopo da reforma, dado o tamanho da derrota.

François Baroin, próximo do ex-presidente Jacques Chirac, entrará no governo num esforço para acalmar os conservadores, que sentem ter sido negligenciados por Sarkozy, afirmaram fontes. Ele substituirá Woerth no Ministério do Orçamento.

Georges Tron, aliado do ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, anunciou que ele também vai se tornar ministro. Isso foi percebido como uma ação deliberada para enfraquecer Villepin, inimigo ferrenho do presidente, que deverá anunciar no final desta semana que está formando um partido de centro-direita rival.

A eleição regional deu forte impulso aos socialistas no projeto para a Presidência de 2012, mas o partido ainda sofre com divisões e não há um candidato claro para disputar com Sarkozy, indicando a probabilidade de mais disputas internas.

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