Fracasso das negociações abre luta por controle do Partido Socialista francês

Paris, 16 nov (EFE).- O fracasso das negociações na madrugada passada entre os diversos pretendentes a assumir o controle do Partido Socialista (PS) francês abre um duelo entre Ségolène Royal e Martine Aubry, que hoje formalizou sua candidatura, como Benoît Hamon já havia feito neste sábado.

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O último dia do congresso do PS em Reims, no norte da França, começou também com a certeza de que terminará sem uma definição sobre quem será o próximo primeiro-secretário da formação, em substituição a François Hollande, algo que os militantes vão decidir com uma votação na próxima quinta-feira.

O prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, anunciou que, apesar de ter liderado uma das quatro candidaturas sobre a qual já se pronunciaram os militantes, no último dia 6, renuncia à disputa pelo posto de primeiro-secretário e, por um porta-voz, explicou porque "não se deve acrescentar divisão à divisão".

Delanoë, cuja moção tinha ficado com 25% dos votos, atrás da de Royal (29%), e acima das de Aubry (24%) e de Hamon (18%), não quis mostrar apoio a nenhum candidato.

O mesmo porta-voz justificou essa aparente neutralidade ao indicar que, "por um lado, há uma concepção do partido que preocupa", em alusão a Royal, ex-candidata presidencial do PS em 2007 e atual chefe da região de Poitou-Charentes, e, "por outro, uma linha política que não é a nossa", em referência a Aubry, ex-ministra e prefeita de Lille.

Cerca de 100 dirigentes do partido, em representação das quatro moções, estiveram reunidos ontem à noite ao término da sessão plenária para tentar obter uma maioria, mas Royal abandonou a reunião por volta das 1h30 de hoje (22h30 de Brasília de ontem) com seus mais próximos colaboradores.

"Faço uma chamada a todos os militantes, que vão assumir suas responsabilidades para saber que partido querem: o dos métodos de outro tempo ou um PS orientado ao futuro com uma nova geração e novos métodos", disse Royal.

Hollande constatou o fracasso dos dois primeiros dias do congresso.

"Ninguém ganhou, mas se perdeu muito na busca de uma maioria. Não é fácil unir o partido, e meu papel até o último dia é tentar encontrar uma solução", disse. EFE ac/an

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