Fracassa tentativa de Zelaya de voltar a Honduras

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, desistiu na noite desta sexta-feira de voltar a Honduras e abandonou a localidade de Las Manos, no lado nicaraguense da fronteira comum, fracassando em mais uma tentativa de recuperar o poder.

AFP |

Zelaya, que permaneceu durante mais de oito horas em Las Manos, e chegou a pisar no território hondurenho, tentou negociar com a cúpula militar de Honduras, mas acabou desistindo de entrar no país diante da ameaça de ser preso.

O grupo formado por Zelaya e vários jornalistas internacionais partiu de Las Manos às 20h35 local (23h35 Brasília) em direção à cidade de Ocotal, capital do departamento nicaraguense de Nueva Segovia. Em Ocotal, 200 km ao norte de Manágua, Zelaya e sua comitiva passarão a noite.

AP
Cercado por partidários, Zelaya fala ao telefone ao chegar a Las Manos

Cercado por partidários, Zelaya fala ao telefone ao chegar a Las Manos


Zelaya foi deposto e expulso de Honduras por um golpe de Estado deflagrado em 28 de novembro passado. No início da tarde, ele cruzou a fronteira e entrou em Honduras, onde conversou com o oficial encarregado das tropas posicionadas na fronteira, na tentativa de falar com o comandante do Exército hondurenho, general Romeo Vásquez.

Minutos depois, o presidente deposto voltou ao território da Nicarágua. A indecisão de Zelaya irritou muita gente que foi apoiá-lo, incluindo pessoas humildes, que viajaram dias a pé, sem comer ou dormir, e receberam apenas uma garrafa d'água e biscoitos em Las Manos.

O governo interino hondurenho manteve sua decisão de prender Zelaya e acusou o presidente deposto de "ignorar o apelo de instâncias internacionais (...) promover a subversão, o banho de sangue e o uso de tropas estrangeiras para ameaçar a soberania nacional".

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia considerado "imprudente" a tentativa de Zelaya, estimando que a decisão não contribuia "ao esforço geral empreendido para restaeblecer a democracia e a ordem constitucional em Honduras".

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