Fracassa missão de Insulza em Honduras

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, fracassou em sua tentativa de encontrar uma saída diplomática para a crise provocada em Honduras pelo golpe que depôs o presidente Manuel Zelaya.

AFP |

A destituição de Zelaya é "irreversível", declarou a Suprema Corte hondurenha a Insulza, que foi a Tegucigalpa para mediar a crise.

O presidente do Supremo, Jorge Rivera, "disse a Insulza: nossa decisão já está tomada e é irreversível, façam o que quiserem", revelou à AFP Danilo Izaguirre, porta-voz da corte.

Insulza chegou hoje a Tegucigalpa para notificar oficialmente às autoridades hondurenhas a decisão da OEA sobre a restituição de Zelaya, deposto por um golpe militar.

O secretário-geral deixou sede do Supremo após uma reunião de pouco menos de duas horas, sem dar declarações à imprensa, mas segundo fontes diplomáticas, Insulza disse que a OEA caminha para suspender Honduras do organismo.

"Ninguém quer ceder e se esta situação persistir amanhã, vamos sancionar Honduras, que sairá da organização (OEA)", revelou um diplomata citando Insulza.

Outro diplomata disse que Insulza "tem a impressão de que a crise vai levar muito mais tempo".

Após ser recebido no Supremo, Insulza se encontrou com líderes católicos e com diplomatas.

O representante da OEA chegou a Honduras em um avião da Força Aérea Brasileira, que pousou no aeroporto internacional de Toncontin, na capital hondurenha.

Zelaya conta com o apoio unânime da comunidade internacional para retornar à presidência.

A OEA pediu que Insulza fosse a Tegucigalpa para notificar as autoridades locais sobre os termos da resolução aprovada pelo organismo, que deu um ultimato de 72 horas para que Zelaya volte ao poder.

Zelaya planeja retornar a Honduras no próximo domingo, após a reunião convocada pela Organização dos Estados Americanos para sábado, em Washington, segundo o presidente nicaraguense, Daniel Ortega.

Ele "vai voltar por terra ou por ar, ainda não sabemos; estas são decisões que ainda vai tomar", disse Ortega. Zelaya "está decidido a regressar a Honduras" para reassumir o poder".

Na presidência desde janeiro de 2006, Zelaya foi preso por militares e expulso do país no domingo passado, por ter tentado organizar um referendo sobre a possibilidade de um segundo mandato presidencial, medida considerada ilegal pela Suprema Corte.

hov/LR

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