Fracassa a proposta para criar santuário de baleias no Atlântico Sul

A criação de um santuário baleeiro no Atlântico Sul, uma iniciativa promovida por um grupo de países conservacionistas latino-americanos, não prosperou na Comissão Baleeira Internacional (CBI), reunida desde segunda-feira em Santiago.

AFP |

O chamado 'Grupo de Buenos Aires', que reúne 13 países da América Latina, se absteve nesta quinta-feira de submeter à votação a proposta de criar uma grande área de preservação das baleias, do Equador até a Antártida.

A proposta, que sofreu resistência do Japão - que realiza um program de caça científica de baleias na Antártida -, será exposta, mas não votada.

A decisão de não submetê-la à votação está baseada no anseio de não gerar confrontos durante as sempre tensas reuniões da CBI, embora esteja incluída nos pontos que um grupo de trabalho examinará a partir de setembro.

Organizações de preservação da espécie fizeram um forte lobby a favor da iniciativa

O projeto buscava criar uma grande área protegida começando na linha do Equador e indo até o paralelo 60, na Antártida, onde ficaria proibida para sempre a captura dos cetáceos e se promoveria sua preservação, além do aproveitamento "não letal" de seus recursos.

O aproveitamento "não letal" se refere à exploração turística dos grupos de baleias e outras atividades científicas.

A proposta é defendida por 13 países da América Latina, que formam o chamado grupo de Buenos Aires. Criado em 2005, é composto por Argentina, Belize, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Urugui, além da Colômbia, que atua como país observador.

A iniciativa já foi apresentada em reuniões anteriores da CBI. A última foi em Anchorage, nos Estados Unidos, onde foi votada mas não alcançou a maioria de 75% dos votos necessários para sua aprovação.

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