Fotógrafo francês Christian Poveda é morto em San Salvador

O repórter fotográfico francês Christian Poveda foi assassinado a tiros em San Salvador, semanas antes do lançamento na França de seu último documentário sobre os maras, as gangues que traficam drogas e praticam extorsões neste país da América Central.

AFP |

O corpo deste jornalista de 54 anos, nascido na França de pais espanhóis, foi encontrado à beira da estrada quarta-feira à tarde a metros de seu veículo, a norte de San Salvador, a capital.

Segundo policiais, ele estava voltando de uma gravação no bairro de La Campanera, controlado justamente por estas gangues, responsáveis de 60% dos assassinatos cometidos no país.

As forças de ordem se negam, no entanto, a confirmar a hipótese de um acerto de contas, dizendo que pode também ter sido um assalto.

Christian Poveda conhecia bem San Salvador. Ele cobriu a guerra civil (1980-1992), depois se instalou em 2003 com sua companheira salvadorenha.

O presidente salvadorenho, Mauricio Funes, um ex-jornalista que o conhecia pessoalmente, se disse "consternado" por seu assassinato.

O filme do fotógrafo, chamado "A vida louca", será divulgado em 130 salas na França em 30 de setembro. Ele descreveu o jornal dos "maras", estas gangues de jovens tatuados da cabeça aos pés, nascidos nos anos 80 nos bairros "latinos" de Los Angeles, que foram depois para a América Central, onde eles se tornaram um pesadelo dos governos.

Para realizá-lo, Christian Poveda viveu durante um ano e meio com um de seus bandos, mas ele virou alvo de outros grupos que o ameaçaram de morte, segundo a imprensa local.

A polícia encontrou quatro balas no corpo do fotógrafo. Para os colegas dele, foi um acerto de contas.

"Não foi uma tentativa de roubo. O equipamento dele e o carro estavam lá", declarou à AFP um fotógrafo próximo a Christian Proveda, que pediu anonimato.

bur-fj/lm

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