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Londres, 22 jul (EFE).- Um novo fóssil descoberto na Antártida indica que essa região foi, há milhões de anos atrás, mais quente do que é agora, o que tem implicações para o estudo da evolução da calota polar e da mudança climática.

A descoberta, divulgada hoje pela revista britânica "Proceedings of the Royal Society B", realizada por um grupo de cientistas de várias universidades do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Os fósseis são de um antigo lago de aproximadamente 14 milhões de anos, e estão bem conservados em três dimensões, inclusive suas partes delicadas, apontam os cientistas.

O professor Mark Williams, do departamento de Geologia da universidade inglesa de Leicester, afirmou que a existência deste tipo de fósseis, até agora desconhecida, na Antártida, demonstra que essa área do planeta era mais quente que atualmente.

Para Williams, a descoberta destes fósseis demonstra que houve desde então um esfriamento "substancial e muito intenso" do clima antártico, o que é um dado "importante para traçar a evolução da calota polar, um fator-chave para entender os efeitos do aquecimento global". EFE jm/bm/plc