Fósseis achados na Argentina são de ancestrais de dinossauros gigantes

Buenos Aires, 16 fev (EFE).- Fósseis encontrados há dois anos no parque de Ischigualasto, na província argentina de San Juan, pertencem ao ancestral mais antigo dos saurópodes, os maiores dinossauros que habitaram a Terra, confirmaram hoje os paleontólogos responsáveis pela descoberta.

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Os fósseis, encontrados no final de 2006 por uma equipe da Universidade Nacional de San Juan, pertencem ao Panphagia protos, o ancestral mais antigo dos dinossauros herbívoros de quatro patas gigantes.

A descoberta de um osso oco, marrom, e, posteriormente, de 45% do esqueleto do animal levou os especialistas a pensarem que se tratava de uma espécie primitiva, apesar de desconhecerem qual, afirmaram os paleontólogos.

Os fósseis foram analisados no Museu de Ciências Naturais de San Juan, situado próximo ao parque e a 1.150 quilômetros de Buenos Aires.

Em entrevista à Agência Efe, o diretor do museu, Óscar Alcober, afirmou que levou meses para perceber que a espécie achada possuía dentes não carnívoros.

Isso levou a equipe a "interpretar todo o material" e descobrir finalmente que se tratava de um Panphagia, um tipo de dinossauro que se encontrava "em transição à herbivoria".

A singularidade do animal é que possuía dentes "muito mais retos e afiados" que os dos carnívoros, assim como vértebras no pescoço "bastante mais longas", o que indica que tinha começado a crescer, e que se tratava de um dinossauro em "pleno processo de evolução", explicou.

A relevância da descoberta, oficializada após a publicação na revista científica "Plos One", é que comprova que a evolução da espécie começou milhões de anos antes do imaginado.

Até agora, o dinossauro Saturnalia tupiniquim, encontrado no Rio Grande do Sul, era considerado o saurópode mais antigo conhecido, título que foi arrebatado pela descoberta dos paleontólogos argentinos. EFE ea/db

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