Fossa com mais de 40 corpos é descoberta em mina no México

Chilpancingo (México), 6 jun (EFE).- Um total de 39 cadáveres, a maioria deles sem identificação, foram retirados de uma fossa clandestina descoberta há uma semana no estado mexicano de Guerrero.

EFE |

Um total de 39 cadáveres, a maioria deles sem identificação, foram retirados de uma fossa clandestina descoberta há uma semana no estado mexicano de Guerrero. O diretor da Polícia de Guerrero, Valentín Díaz, disse que todos os corpos foram encontrados em um duto de ar da mina San Francisco de Cuadra, na cidade de Taxco, 187 quilômetros ao sul da Cidade do México.

Segundo as autoridades, a fossa clandestina era usada por grupos do crime organizado para depositar os corpos de seus rivais ou de sequestrados assassinados. De acordo com Díaz, mais de 20 famílias foram ao necrotério para tentar identificar seus entes queridos; as autoridades pedem amostras dentais para o reconhecimento dos corpos. No entanto, pelo estado de putrefação de alguns "a identificação será difícil", reconheceu o funcionário.

Até agora, dos 39 corpos só o do diretor do presídio de Iguala, Daniel Bravo, foi identificado. A Promotoria de Guerrero ressaltou que é possível que sejam encontrados até 100 corpos na mina. Mas como o lugar é de difícil acesso, a retirada de todos os restos mortais deve demorar vários dias.

O promotor de Guerrero, Albertico Guinto, disse há alguns dias que os corpos ultrapassam os 40, segundo as fotografias em poder da Promotoria, o que transformaria a mina no maior cemitério do crime organizado encontrado no México.

Na turística Taxco, visitantes e cidadãos se queixam do cheiro que emana do anfiteatro da cidade, porque aparentemente o refrigerador do necrotério não é suficiente. Na terça-feira passada, 50 habitantes e proprietários de restaurantes protestaram pelo fedor e exigiram às autoridades que retirem os corpos porque afugentam o turismo, a principal fonte de renda da localidade. A Defesa Civil segue trabalhando na área, e utiliza oxigênio para entrar nos túneis da mina.

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