Fórum indígena da ONU discute projeto da usina de Belo Monte

Nações Unidas, 30 abr (EFE).- O projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, foi um dos assuntos discutidos hoje no Fórum Permanente para Assuntos Indígenas da ONU, cujos participantes expressaram sua preocupação com obras do gênero que afetem seus territórios.

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Nações Unidas, 30 abr (EFE).- O projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, foi um dos assuntos discutidos hoje no Fórum Permanente para Assuntos Indígenas da ONU, cujos participantes expressaram sua preocupação com obras do gênero que afetem seus territórios. "Pedimos a todos os países que coloquem em prática o relatório da Comissão Mundial de Represas, que contém os padrões aos quais os Estados deveriam aderir", disse em entrevista coletiva a líder indígena filipina Victoria Tauli-Corpuz, uma das 16 integrantes do fórum. Tauli-Corpuz citou a vontade dos povos indígenas de que haja seu consentimento antes da elaboração de qualquer projeto hidrelétrico que afete suas comunidades. Além disso, ressaltou que o fórum evita se pronunciar sobre propostas de infraestrutura, já que incorreria em uma violação de suas funções. Apesar disso, a hidrelétrica de Belo Monte foi uma das protagonistas deste período de sessões do fórum. O cineasta James Cameron, que se opõe ao projeto da usina, compareceu no sábado passado a uma projeção especial de seu filme "Avatar", cuja temática dá margem a paralelismos com as ameaças sofridas pelos povos indígenas. Além disso, uma das protagonistas de "Avatar", Sigourney Weaver, liderou na quarta-feira um protesto em Nova York contra o projeto da usina de Belo Monte e pediu ao Governo brasileiro para que seja um "líder" em matéria de meio ambiente. Segundo os críticos de Belo Monte, a construção da represa da usina provocará um irreparável dano ambiental e levará ao deslocamento de quase 50 mil indígenas e ribeirinhos. O presidente do Fórum Permanente da ONU para Assuntos Indígenas, o boliviano Carlos Mamani, afirmou que a preocupação com as hidroelétricas se estende às atividades das companhias de mineração e de petróleo nos territórios indígenas. Segundo Mamani, este tipo de exploração compete com as comunidades locais pelo uso dos recursos e violam o direito dos indígenas a suas terras. "As atividades extrativistas tiveram consequências nefastas para as florestas dos povos indígenas", acrescentou. EFE jju/bba

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