Fórum do Meio Ambiente da ONU espera obter um novo acordo ecológico mundial

Mais de 100 ministros e mil delegados de 140 países se reunem nesta segunda-feira, em Nairóbi (Quênia), no Fórum Anual do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUE) com o propósito de buscar um novo acordo ecológico mundial que permita reativar a economia sem afetar a natureza.

AFP |

Esta reunião do conselho de administração do PNUE dura até sexta-feira na sede do organismo.

Um informe sobre esse novo acordo ecológico mundial ("global green new deal") será apresentado na segunda, em Nairóbi, como resultado da "Iniciativa para uma Economia Verde" lançada em outubro pelo PNUE.

A agência da ONU lamenta que se continue elaborando políticas econômicas sem levar em conta o meio ambiente.

Com este informe, a ONU pretende demonstrar o interesse de investir nas tecnologias de meiio ambiente - energias renováveis, gestão dos resíduos, construção, transporte, agricultura sustentável - e insistir na necessária transição para uma economia austrera em termos de carbono.

O PNUE aproveitará a ocasião para apresentar também seu informe anual (Yearbook) sobre o estado do planeta.

A poluição por mercúrio será outro tema na agenda da conferência. A idéia é "lançar um processo de negociações para a implementação de uma convenção internacional" para controlar e limitar o uso de mercúrio, indica Laurent Stéfanini, embaixador da França e delegado para o Oriente Médio.

Mas a possibilidade de elaborar uma lista de recomendações ainda não está muito adiantada, adverte.

"É hora de chegar a um acordo", afirma, por sua vez, o ministro tcheco de Meio Ambiente, Martin Bursik, representante da presidência europeia.

O mercúrio, produto altamente tóxico, penetra através da alimentação e da respiração no organismo humano e se concentra principalmente nos rins.

O outro tema-chave da reunião será a criação de um grupo de especialistas mundiais sobre a biodiversidade, com base no modelo do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática.

A idéia desse "Painel sobre a Biodiversidade" surgiu durante uma conferência das Nações Unidas em Bonn (Alemanha) em maio, mas choca com a resistência de alguns países decididos a preservar sua soberania.

"A questão de criar este mecanismo persiste, mas alguns países, como a China ou o Brasil, são reticentes", explica Maxime Thibon, da Fundação Francesa para a Pesquisa sobre Biodiversidade. Preferem reforçar os organismos existentes, acresfentou.

Nairóbi poderá servir para fixar a celebração de uma nova conferência intergovernamental sobre o tema.

A Europa, por sua parte, aproveitará a reunião para se aproximar dos países africanos e preparar a decisão negociação de Copenhague em dezembro de 2009 sobre a mudança climática.

ea/cn

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