Fortes chuvas e deslizamentos trazem mais miséria à China

Novos incidentes deixam 29 mortos e 24 desaparecidos e somam-se à tragédia que deixou mais de 1.100 mortos em Zhouqu

iG São Paulo |

Chuvas fortes em toda a região ocidental da China causaram mais deslizamentos e inundações, deixando pelo menos 29 mortos e 24 desaparecidos no mais recente desastre natural no país, disse a mídia estatal na sexta-feira. O novo incidente soma-se à tragédia que deixou 1.156 mortos e 588 desaparecidos na comunidade de Zhouqu , na Província de Gansu, no noroeste do país.

AP
Soldado carrega suprimentos de ajuda humanitária enquanto caminha em Zhouqu, cidade atingida por deslizamento de terra na Província de Gansu, noroeste da China
As chuvas da madrugada causaram novos deslizamentos na cidade de Longnan e no condado de Tianshui, ambas perto de Zhouqu. Em Longnan, 20 morreram e 16 estão desaparecidos, enquanto em Tianshui há quatro mortos e oito desaparecidos, informou a agência oficial Xinhua, citando autoridades locais de Gansu. Segundo o relatório, 10.556 pessoas foram retiradas de Longman, mas 3.012 ainda continuam isoladas na área inundada.

Na Província de Sichuan ao sul, deslizamentos deixaram cinco mortos e 500 pessoas ilhadas, disse a agência de notícias Xinhua. As autoridades locais estão enviando tendas de campanha, comida instantânea, água, cobertores e utensílios de cozinha às regiões afetadas.

No município de Weinan, na região de Shaanxi, as inundações desabrigaram 100 mil pessoas, obrigando o esvaziamento de 4,6 mil residências. Nessas províncias, a água e o barro destruíram nas últimas horas inúmeras casas, inundaram plantações e bloquearam estradas, informa a "Xinhua". O escritório de assuntos civis local admitiu que mais de 4,8 mil imóveis foram destruídos ou danificados pelas águas.

Mais de mil pessoas morreram na cidade próxima de Zhouqu quando uma avalanche de lama deslizou de uma montanha na semana passada depois de chuvas fortes além do normal. As chuvas começaram na noite de quinta-feira em Mianzhu, perto da capital provincial de Sichuan, Chegdu, informou. A área foi duramente atingida por um gigantesco terremoto em 2008 que deixou pelo menos 80 mil mortos.

Para as próximas horas as notícias não são boas. Os serviços meteorológicos alertaram que o temporal vai continuar afetando a comarca de Zhouqu. O Centro Nacional de Meteorologia reconheceu nesta sexta-feira em um aviso que mais avalanches podem ocorrer ao longo do curso do rio Bailong.

Por causa disso, o Exército de Libertação Popular assegurou que estão destruindo progressivamente os diques naturais deixados pelas avalanches de pedras e barro, que acumulam grandes quantidades de água, tornando-se uma nova ameaça para os povoados da região, já castigados pelos deslizamentos.

Autoridades ainda estão tentando calcular exatamente quanto prejuízo foi causado, disse a Xinhua, sugerindo que o número de mortos pode aumentar. Esforços de segurança já começaram.

Também existe preocupação por causa do aumento de possíveis surtos epidêmicos em todo o país, uma possibilidade que as autoridades advertiram devido ao "calor e ao acúmulo de água e resíduos".

A China vive o pior período de monções em 12 anos, com mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos desde o início da temporada, em maio, com danos comparáveis aos produzidos pelas enchentes do rio Yang-tsé em 1998, que deixaram mais de 4 mil mortos e 140 milhões de deslocados.

*Com Reuters, EFE e AP

    Leia tudo sobre: Chinadeslizamentomorteschuvas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG