(Atualiza número de mortos) Argel, 2 out (EFE).- Pelo menos 29 pessoas morreram, ema está desaparecida e 48 ficaram feridas devido às inundações provocadas pelas fortes chuvas que castigaram nos últimos dois dias a província de Ghardaia, no sul da Argélia, segundo o último balanço oferecido hoje pelo Ministério do Interior argelino.

Além disso, as autoridades informaram que as inundações causadas pelas fortes precipitações deixaram 600 casas alagadas.

As províncias dos planaltos desérticos do sul da Argélia registraram nos últimos dois dias fortes chuvas, especialmente na província de Ghardaia.

As chuvas provocaram o aumento do nível dos rios, que, em alguns casos, transbordaram. O rio M'zab, principal leito fluvial na província, alcançou oito metros de altura em algumas zonas o que causou a inundação dos terrenos de cultivo em ambas as margens.

Muitos habitantes das proximidades ficaram isolados e tiveram que ficar nos terraços e telhados das casas para escapar da inundação.

Em Gardhaia, dezenas de casas ficaram inundadas e várias vias de comunicação foram inutilizadas.

O ministro do Interior argelino, Yazid Zerhouni, foi à localidade para dirigir a célula de crise criada para coordenar as operações de resgate e assistência às vítimas, com a participação de membros da Defesa Civil e das forças de segurança.

"Infelizmente, não descartamos que haja mais vítimas", disse Zerhouni, após sobrevoar as zonas afetadas, e disse que cerca de 600 casas ficaram inundadas, especialmente nos oásis da zona.

Embora com menor intensidade, as províncias do norte da Argélia também registraram fortes chuvas nos dois últimos dias, que causaram a morte de três pessoas.

Em Djelfa, ao sudeste de Argel, duas pessoas morreram, entre elas uma criança de seis anos, em conseqüência das inundações provocadas pelas intensas chuvas.

Em Tlemcen, no noroeste do país, as inundações deixaram um morto e 13 feridos, quatro deles em estado grave, além de ter causado grandes danos materiais. EFE jg/an

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