Tóquio - O terremoto de 6,8 graus de magnitude na escala Richter que atingiu o nordeste do Japão esta madrugada deixou pelo menos 131 feridos, 16 deles em estado graves, e causou a paralisação temporária de algumas fábricas japonesas.

O terremoto ocorreu às 0h26 (12h26 de Brasília da quarta-feira), com epicentro na zona litorânea da província de Iwate, informou a agência local "Kyodo".

Muitas das vítimas ficaram feridas devido à queda de vidros quebrados, mas, por ter acontecido de madrugada, o terremoto não causou maiores danos, pois na zona atingida não havia serviços ferroviários nem trânsito.

Como medida de precaução, o serviço de alta velocidade Shinkansen paralisou até as 14h (2h de Brasília) suas linhas Akita e Tohoku, que se dirigem ao norte, que foram reabertas após ser comprovado que não tinham sofrido danos.

Além disso, várias companhias japonesas pararam temporariamente as operações de suas fábricas em conseqüência do terremoto, mas houve a confirmação de que as usinas nucleares não foram afetadas.

Uma das empresas mais atingidas foi o fabricante japonês de eletrônica NEC, cuja unidade em Ichinoseki (nordeste do Japão) sofreu alguns anos, com a interrupção de parte de suas operações.

O fabricante de dispositivos eletrônicos Fujitsu suspendeu temporariamente as operações de sua fábrica da província de Iwate, pois, segundo um porta-voz da empresa disse ao jornal "Nikkei", houve "alguns danos nas cadeias de produção".

A Kanto Auto Works, que monta peças de automóveis para a Toyota, também parou as funções em sua unidade de Iwate após o forte tremor, mas esta manhã já tinha retomado o trabalho.

No entanto, as usinas nucleares da zona, entre elas Onagawa e Higashidori, não foram afetadas, nem houve vazamentos radioativos, segundo as empresas elétricas que operam as centrais.

Este foi o terceiro terremoto de mais de 6 graus de magnitude na escala Richter que ocorre no nordeste do Japão desde sábado passado, mas foi o primeiro que causou danos de consideração.

O epicentro do tremor ficou a 108 quilômetros de profundidade na área litorânea da província de Iwate e foi sentido, principalmente, nesta região e na vizinha Aomori, mas o tremor afetou uma ampla zona do norte do Japão e chegou a ser percebido em Tóquio, a 500 quilômetros de distância.

O Japão fica sobre uma das áreas sísmicas mais ativas do mundo. O terremoto mas grave dos anos recentes aconteceu em Kobe (oeste do país) em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter e que causou mas de 6 mil mortes.


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