Forte terremoto atinge Haiti; embaixador nos EUA fala em catástrofe

Bogotá, 12 jan (EFE).- Um terremoto de 7 graus de intensidade na escala Richter atingiu hoje o Haiti, o país mais pobre da América, com consequências potencialmente catastróficas, mas ainda pouco conhecidas, já que as comunicações com o país estão cortadas.

EFE |

A imprensa americana é a que mais informação divulga sobre o terremoto. O tremor chegou a provocar um alerta de tsunami para Haiti, Cuba, República Dominicana e Bahamas, mas o Centro de Alerta de Tsunamis do Oceano Pacífico pouco mais de uma hora depois.

Um boletim do centro localizado no estado americano do Havaí diz que, depois de duas horas do registro do terremoto, se não houve a formação de ondas destrutivas, "as autoridades locais podem presumir que a ameaça passou".

Os sismógrafos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) detectaram o tremor às 19h53 (hora de Brasília).

Seu epicentro foi localizado a 15 quilômetros ao sudoeste de Porto Príncipe, a capital do Haiti.

De acordo com o USGS, foram sentidas posteriormente pelo menos três réplicas menores de 5,9, 5,5 e 5,1 graus.

O tremor foi sentido com força em quase todo o território da República Dominicana, país situado na ilha de Hispaniola, como o Haiti, e também no leste de Cuba, mas ainda não se sabe se provocou grandes danos, salvo cortes temporários no fornecimento de energia elétrica.

Países como Estados Unidos, República Dominicana e Venezuela já se comprometeram a ajudar o Haiti diante deste novo desastre natural, que pode ter proporções "catastróficas", segundo o embaixador haitiano nos EUA, Raymond Joseph.

Em entrevista concedida à rede de televisão "CNN", o embaixador disse que as consequências do terremoto podem ter sido muito graves e, dada a pobreza do país, pediu ajuda internacional.

Joseph explicou que tentou ligar para funcionários de seu Governo e que só conseguiu falar com um, que relatou "que as casas caíram dos dois lados das ruas".

"A única coisa que posso fazer agora é rezar e confiar em que o pior não aconteça", disse.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou que o Departamento de Estado e o Pentágono preparem ajuda humanitária para enviar ao Haiti caso necessário.

"Estamos acompanhando a situação estreitamente e estamos prontos para ajudar a população do Haiti", disse Obama.

"Envio minhas orações às pessoas afetadas pelo terremoto", declarou o presidente americano.

Antes, o Governo dos EUA já havia se comprometido a ajudar o Haiti "em tudo o que puder", disse à Agência Efe uma porta-voz do Departamento de Estado.

"Estamos preparados para oferecer qualquer tipo de ajuda necessária", afirmou.

Segundo a porta-voz do Departamento de Estado americano, as linhas de telefone fixo e celulares estão cortados na capital haitiana.

A República Dominicana, por sua vez, convocou hoje os povos latino-americanos e "todo o mundo" a ajudar o Haiti O porta-voz da Presidência dominicana, Rafael Núñez, disse à televisão local que, de acordo com as informações recebidas, o sismo causou "grandes danos" no vizinho Haiti.

"As informações que temos apontam para uma situação difícil no Haiti. Por isso, solicitamos à América Latina e a todo o mundo que ajude o nosso vizinho, como estamos dispostos a fazer", afirmou.

Núñez afirmou que as autoridades locais "não puderam" se comunicar com seus representantes em Porto Príncipe, o que indica a gravidade da situação em território haitiano.

No entanto, o primeiro país a oferecer ajuda ao Haiti foi a Venezuela.

O diretor da Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (Funvisis, na sigla em espanhol), Francisco Garcés, "devemos ser solidários com nossos irmãos do Caribe".

Sobre a percepção do terremoto na Venezuela, Garcés disse que "é normal" que "sismos distantes" sejam sentidos, mas de forma "muito leve e sem nenhuma consequência".

O Brasil comanda mais de 7.000 soldados da Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (Minustah, na sigla em francês), enviada ao país em 2004.

Segundo o site da Minustah, o contingente brasileiro é o maior entre os dos países que forneceram tropas para a força de paz, com 1.280 militares. EFE ar/bba

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