Forte réplica do terremoto de 12 de maio abala o sudoeste da China

Uma forte réplica do terremoto de 12 de maio provocou neste domingo a destruição de mais de 70.000 casas e deixou pelo menos dois morto e quase 500 feridos no sudoeste da China, onde a ajuda internacional para os milhões de desabrigados continua a chegar.

AFP |

Este tremor, de 6,4 graus na escala Richter, é o mais forte registrado desde o violento terremoto de 8 graus na escala Richter que arrasou a província de Sichuan, destacou à AFP um responsável pelo escritório de sismologia da região.

A réplica deste domingo deixou pelo menos dois mortos e mais de 480 feridos, sendo 41 graves, principalmente em Guangyuan, ao norte de Chengdu, a capital de Sichuan, anunciou a agência Nova China.

Além disso, cerca de 71.300 casas desmoronaram e mais de 200.000 correm o risco de desabar, informou a agência, citando Wang Fei, responsável pelas operações de assistência em Guangyuan.

O epicentro da réplica, registrada às 16H21 locais (05H21 de Brasília), foi localizado no distrito de Qingchuan, cerca de 250 km ao nordeste de Chengdu.

Logo antes desta réplica, o governo publicou um novo balanço do terremoto de 12 de maio, o mais mortífero na China em mais de 30 anos: 62.664 mortos confirmados, 23.775 desaparecidos e 358.816 feridos. Sábado, o primeiro-ministro Wen Jiabao havia declarado que o número de mortos poderia ser superior a 80.000.

O terremoto de 12 de maio deixou, segundo Pequim, mais de 5,4 milhões de desabrigados, que os socorristas chineses e estrangeiros querem proteger dos riscos de epidemia agravados pela falta de água e de abrigos adequados e pela chegada das chuvas de verão.

Além disso, quase 5.500 crianças ficaram órfãos, segundo a agência Nova China.

O terremoto de 12 de maio passado também danificou centenas de represas, das quais 69 correm o risco de ceder e 310 estão "numa situação muito perigosa", alertou um responsávvel chinês.

Para reduzir a ameaça que representam os 35 lagos artificiais formados pelos deslizamentos de terra, 34 deles em Sichuan, as autoridades começaram a recorrer a explosivos e a retirar os habitantes mais expostos ao perigo. No total, 700.000 pessoas estão em áreas de risco.

Um contingente francês formado por 13 militares e bombeiros chegou a Chengdu, e seguiu logo para Guangyuan para ajudar os médicos do hospital local.

Mais cedo neste domingo, um primeiro avião militar russo pousou na capital da província, informaram os meios de comunicação chineses. Israel enviou 90 toneladas de equipamentos médicos.

Do Vaticano, o Papa Bento XVI lançou um apelo a rezar para os chineses que "morreram nos últimos dias das conseqüências do terremoto".

No momento da réplica deste domingo, a população desceu apressadamente às ruas de Chengdu, constataram jornalistas da AFP. Cenas semelhantes foram registradas em outras cidades, entre as quais Xi'an, capital da província vizinha de Shaanxi, informou a agência Nova China.

"As casas começaram a tremer, e todo mundo foi para as ruas", relatou Lu Taiyi, um morador de Chengdu.

O terremoto que devastou a província de Sichuan há quase duas semanas teve mais de 8.000 réplicas, muitas delas imperceptíveis, destacou o representante do escritório de sismologia de Sichuan.

boc/yw

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